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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Alaska Airlines anuncia nova classe executiva e mantém planos para o Boeing 737 Max 10

Publicado 29/09/2026 • 17:03 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ben Minicucci, CEO da Alaska Airlines, apresenta nova experiência premium, com assentos que se transformam em camas e expansão prevista até 2028.
  • Minicucci afirma que a empresa trabalha com Boeing e FAA para acompanhar a certificação do 737 Max 10, prevista como parte dos planos de expansão da frota.
  • CEO diz que combustível continua caro e evita projeções, enquanto a companhia aposta em rotas internacionais, carga, fidelidade e diferentes faixas de tarifas.

A Alaska Airlines prepara uma nova experiência de classe executiva, com assentos que se transformam em camas, enquanto acompanha o processo de certificação do Boeing 737 Max 10.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Ben Minicucci, CEO da companhia, afirmou que os novos produtos fazem parte de um plano de expansão da experiência premium previsto para os próximos dois anos.

Batizada de “Lei Roku”, expressão em havaiano apresentada pela companhia, a nova experiência deverá chegar à frota até o outono de 2028. A proposta inclui os Boeing 787, 737 Max 10 e Airbus 330.

Parte dos novos assentos será instalada nos 737 Max 10. O modelo, porém, ainda aguarda certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), após a identificação de um problema de software que precisa ser corrigido pela Boeing.

O CEO afirmou que a companhia não vê o atraso como um problema isolado, já que o processo de certificação existe justamente para identificar falhas antes da entrada de uma aeronave em operação.

“Estamos felizes que eles estejam encontrando esses problemas antes da certificação”,

O objetivo é que o avião seja colocado em serviço somente depois que todas as questões de segurança tenham sido resolvidas.

A Alaska Airlines trabalha com a previsão de receber os 737 Max 10 para operação em 2027 e 2028. Os assentos que se transformam em camas estão previstos para o outono de 2028, o que, segundo o executivo, ainda deixa margem para ajustes no cronograma caso a certificação demore mais do que o esperado.

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Minicucci afirmou que a empresa pretende trabalhar com a Boeing e a FAA para acompanhar o processo, mas reconheceu que uma eventual demora de seis a nove meses poderia exigir mudanças nos planos de entrada dos novos produtos.

Além da expansão da classe executiva, a companhia está ampliando investimentos em outras áreas. Entre as prioridades estão novas rotas internacionais, a expansão da capacidade de carga e o programa de fidelidade.

O combustível de aviação, porém, continua sendo uma das principais incertezas para o setor. Minicucci afirmou que os preços estão elevados e que a empresa não consegue prever onde estarão no próximo mês, no quarto trimestre ou no próximo ano.

Por esse motivo, a Alaska Airlines decidiu não oferecer uma projeção específica para os preços de combustível. A estratégia, segundo o executivo, é concentrar investimentos em áreas que estão sob controle da companhia e construir um negócio capaz de atravessar diferentes ciclos econômicos.

“Se o combustível cair, teremos ventos favoráveis”. Ele acrescentou que a companhia busca manter uma estrutura resiliente mesmo diante de oscilações nos custos.

A empresa também está reajustando tarifas, mas o executivo afirmou que a demanda permanece forte. Segundo Minicucci, o consumidor americano continua sustentando o mercado de viagens, mesmo em um ambiente de combustível mais caro.

A estratégia comercial prevê produtos premium para consumidores de maior renda, mas também uma oferta ampla nas cabines principal e econômica. A companhia pretende, segundo o CEO, manter preços competitivos para alcançar diferentes perfis de passageiros.

“Queremos atrair quem está na parte inferior do K”, disse Minicucci, em referência à divisão do consumo por faixas de renda. A estratégia combina a expansão dos produtos premium com atenção aos preços das tarifas econômicas.

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