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EXCLUSIVO CNBC: Choque de energia pode pressionar inflação britânica em 2027, diz dirigente do BoE
Publicado 15/10/2026 • 18:58 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/10/2026 • 18:58 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A economia britânica tem demonstrado resiliência diante da alta dos preços de energia, mas os efeitos do choque sobre a inflação continuam no radar do Banco da Inglaterra (Bank of England).
Em entrevista exclusiva à CNBC , Sarah Breeden, vice-diretora de estabilidade financeira da instituição, afirmou que a autoridade monetária acompanha o risco de pressões inflacionárias mais persistentes em 2027.
“Fomos surpreendidos até agora com a resiliência da economia ao absorver um choque nos preços de energia bastante significativo”.
Segundo a executiva, parte dessa resistência está relacionada às lições aprendidas pelas empresas durante a crise energética de 2022. Muitas companhias se protegeram financeiramente contra oscilações de preços, reduzindo o impacto imediato do choque atual.
A expansão da inteligência artificial também contribui para sustentar a atividade. Empresas britânicas já avaliam aplicações da tecnologia e investimentos em infraestrutura, incluindo data centers, embora em escala menor que a observada nos Estados Unidos.
A preocupação do banco central é entender se a capacidade das empresas de absorver os custos representa uma redução efetiva dos impactos ou apenas um adiamento dos repasses.
“O que nos preocupa é se essa resiliência […] significa que o efeito do choque diminuiu, ou se ele foi apenas adiado e ainda virá à tona”.
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Siga o Times | CNBCA autoridade monetária também avalia se a alta dos custos poderá se espalhar para salários e preços. Segundo Breeden, empresas ouvidas pelo banco relatam que estão cortando despesas para absorver o impacto, em vez de repassá-lo diretamente aos consumidores.
“Estamos tentando entender se esse choque maior levará a dinâmicas mais inflacionárias, com salários e preços mais altos do que seriam de outra forma”.
A executiva afirmou que os riscos inflacionários aumentaram desde fevereiro, quando a possibilidade de desaceleração da atividade era uma das principais preocupações.
Agora, o banco monitora também os preços dos alimentos, os efeitos do fenômeno climático El Niño e a demanda por chips associada ao crescimento da inteligência artificial.
O mercado de trabalho é outro fator central nessa avaliação. Breeden destacou que as condições atuais são diferentes das observadas em 2022, com um mercado mais fraco e em processo de desaceleração.
“Esperamos que isso signifique que a dinâmica de salários e preços não se propague como ocorreu em 2022”, afirmou.
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