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EXCLUSIVO CNBC: Déficit público ganha peso nas preocupações do mercado de títulos dos EUA, afirma CEO da Rockefeller Capital

Publicado 15/10/2026 • 17:26 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Greg Fleming, presidente e CEO da Rockefeller Capital Management, afirma que a estabilização dos juros dos títulos do Tesouro americano pode ampliar a participação de diferentes setores na alta da Bolsa.
  • O executivo vê a faixa de 4,5% a 5,25% como um patamar mais sustentável para os rendimentos dos títulos de dez anos.
  • Fleming aponta inflação, déficit público e desempenho da economia como fatores que influenciam os juros nos Estados Unidos.

A estabilização dos juros dos títulos do Tesouro americano é um dos fatores que podem ampliar a alta das ações nos Estados Unidos, segundo Greg Fleming, presidente e CEO da Rockefeller Capital Management. Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo afirmou que a concentração dos ganhos em um grupo restrito de papéis limita a participação de outros setores no mercado acionário.

“Para ampliar o grupo de ações com bom desempenho e talvez ter mais um impulso de alta no mercado acionário, as taxas precisam estabilizar”, disse Fleming.

O executivo avaliou a oscilação recente dos rendimentos dos títulos de dez anos, que recuaram de 5,35% para 5,08% após uma alta expressiva. Para ele, o movimento surpreendeu pela velocidade e pela magnitude, embora ainda seja cedo para determinar suas causas.

“Talvez o mercado de títulos esteja começando a se estabilizar em torno de onde as taxas podem terminar depois desse reajuste”.

Fleming também destacou a concentração dos ganhos na Bolsa. Segundo ele, cerca de 80% das ações estavam 10% abaixo de suas máximas, enquanto a mediana dos papéis acumulava queda de 17% em relação aos picos recentes.

Na avaliação do executivo, rendimentos próximos de 5% nos títulos de dez anos poderiam aliviar a pressão sobre empresas e setores mais sensíveis aos juros.

“Acho que as empresas ficariam bem”, disse Fleming. “Talvez tenhamos um pouco mais de amplitude no desempenho do mercado.”

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O executivo considera que os rendimentos dos títulos podem permanecer na faixa de 4,5% a 5,25%, diante dos ganhos de produtividade que a inteligência artificial pode proporcionar e das dificuldades enfrentadas por setores como o imobiliário.

“Eu fico mais na faixa de 4,5% a 5,25% do que na de 5,25% a 6%”.

Fleming, porém, mantém preocupação com a trajetória do déficit público americano, que considera um fator cada vez mais relevante para o mercado de títulos. Ele também apontou a inflação, especialmente a pressão dos preços de energia, como elemento que influencia os rendimentos.

“O déficit acho que está se tornando mais um problema para o mercado de títulos”.

O executivo ponderou que juros mais altos nem sempre representam um sinal negativo. Caso sejam consequência de um crescimento econômico sustentável, podem refletir uma expansão mais forte da atividade, em vez de pressões inflacionárias ou desequilíbrios fiscais.

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