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Fast Shop nomeia CEO e inicia investigação independente após escândalo do ICMS
Publicado 12/09/2025 • 20:30 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 12/09/2025 • 20:30 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Logo da Fast Shop
Divulgação
A Fast Shop vem promovendo mudanças internas para enfrentar a crise aberta após a deflagração da Operação Ícaro, investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre um esquema bilionário de fraudes no recolhimento de ICMS.
Pela primeira vez em quase quatro décadas, a varejista contratou um CEO. O escolhido foi Rodrigo Ogawa, executivo com experiência em gestão de crises e passagens por empresas como Tyco e Olympus. Ele assume a missão de fortalecer a governança e redesenhar os controles internos da rede.
A companhia também chamou o advogado Francisco Petros, especialista em governança e auditoria, para conduzir uma investigação independente. Petros acumula assento em comitês de auditoria e já atuou em conselhos de grandes empresas como a Petrobras.
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Siga o Times | CNBCAs medidas vêm na esteira do afastamento do ex-diretor financeiro Mário Otávio Gomes, que confessou envolvimento no esquema e assinou acordo de não persecução penal no valor de R$ 15 milhões. Os acionistas controladores, Milton Kazuyuki Kakumoto e Julio Atsushi Kakumoto, também fecharam acordo com o MP-SP e vão pagar R$ 85 milhões.
Segundo a investigação, entre 2021 e 2025 a Fast Shop recebeu R$ 1,59 bilhão em ressarcimentos de ICMS, dos quais mais de R$ 1 bilhão teria sido inflado por meio da atuação do auditor fiscal Artur Silva Neto, apontado como líder da fraude.
Além da troca na liderança, a Fast Shop reduziu seu quadro em aproximadamente 25% e suspendeu parte dos planos de expansão anunciados antes do escândalo. A rede, que soma mais de 80 lojas no país, afirma colaborar integralmente com as autoridades e reforça o compromisso de alinhar sua operação às melhores práticas de compliance e governança.
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