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Mais da metade dos brasileiros infla renda ao pedir crédito, mostram dados do Open Finance

Publicado 26/01/2026 • 11:59 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • 59% dos brasileiros inflacionam renda ao pedir crédito, mostra estudo
  • Baixa renda concentra maior distorção em pedidos de crédito
  • Open Finance expõe diferença entre renda real e declarada
Crédito revela distorção entre renda real e declarada

Crédito

Mais da metade dos brasileiros não informa a renda real ao solicitar crédito. Segundo estudo da klavi, 59% dos consumidores superestimam os próprios rendimentos ao pedir financiamento.

A análise considerou mais de 2 mil solicitações de crédito veicular feitas entre dezembro de 2023 e abril de 2025, com cruzamento de dados declarados e informações observadas via Open Finance.

Na média geral, a renda informada é 24% maior do que a renda real identificada.

Baixa renda concentra maior exagero

O comportamento é mais intenso entre consumidores de menor renda. Entre quem recebe até dois salários mínimos, 84% inflacionam os rendimentos ao solicitar crédito, com aumento médio de 100%, ou seja, chegam a dobrar a renda declarada.

A distorção aparece em todas as faixas salariais, mas varia de intensidade. Do total de solicitantes, 32% declaram ganhar o dobro do que efetivamente recebem, 15% afirmam ter renda três vezes maior e 8% chegam a declarar quatro vezes o valor real.

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Diferença também varia por faixa etária

O levantamento mostra diferenças relevantes por idade. Entre jovens de 18 a 30 anos, 22% superdeclaram a renda, o menor índice entre os grupos analisados. Ainda assim, quando exageram, o aumento médio chega a 90%.

Na faixa de 31 a 45 anos, 72% informam rendimentos superiores aos reais, com exagero médio de 69%. Entre 46 e 60 anos, 73% inflacionam a renda, com aumento médio de 93%. Já entre pessoas com mais de 61 anos, 58% superdeclaram os valores, elevando a renda informada em cerca de 78%.

Autodeclaração não reflete a realidade na busca por crédito

A discrepância aparece também na distribuição por faixas de renda. Enquanto 30% dos solicitantes afirmam ganhar até dois salários mínimos, os dados do Open Finance indicam que 65% realmente se enquadram nesse grupo.

Entre dois e quatro salários mínimos, 48% se declaram nessa faixa, mas apenas 28% correspondem à renda real. No grupo entre quatro e seis salários, 11% se colocam nessa categoria, enquanto só 4% apresentam renda compatível. Acima de seis salários, 9% se declaram nesse patamar, mas apenas 3% efetivamente o atingem.

Open Finance reduz risco de crédito e melhora precificação

Para Bruno Chan, CEO da klavi, os dados reforçam o papel do Open Finance na modernização do mercado de crédito. Segundo ele, trabalhar com dados reais de renda reduz inadimplência, melhora a precificação e permite ofertas mais adequadas ao perfil do consumidor.

Chan avalia ainda que a superdeclaração reflete fatores estruturais, como informalidade, insegurança financeira e pressão social. Para o executivo, declarar a renda real aumenta a chance de acesso a produtos compatíveis e reduz o risco de comprometimento excessivo da renda.

Como os dados são obtidos

O processo analisado ocorre em três etapas. Primeiro, o consumidor solicita crédito a um cliente da klavi. Em seguida, autoriza o compartilhamento de seus dados financeiros via Open Finance. Por fim, essas informações são processadas para construção de modelos de renda, risco e comportamento.

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