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Inteligência Artificial

Caso de espionagem envolvendo funcionário da OpenAI expõe riscos à liderança dos EUA em IA, diz diretor da Inteligência americana

Publicado 16/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Empresas americanas e o governo Trump precisam ficar atentos a tentativas de espionagem estrangeira relacionadas à inteligência artificial, afirmou o diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Jay Clayton, à CNBC.
  • Clayton foi questionado sobre o caso de Abdulrahman Alfozan, cidadão saudita acusado de instalar um dispositivo de gravação em uma sala de conferências da OpenAI.
  • Uma força-tarefa da Casa Branca para inteligência artificial realizou sua primeira reunião, dando continuidade a um acordo assinado recentemente pelo presidente Donald Trump e líderes do setor de tecnologia.
OpenAI

Foto: AFP

Diretor de Inteligência dos EUA alerta para riscos de espionagem estrangeira em IA após funcionário da OpenAI ser acusado de espionagem.

Empresas americanas e o governo Trump precisam “ficar atentos” a tentativas de espionagem estrangeira enquanto a disputa pela liderança em inteligência artificial (IA) continua, afirmou nesta sexta-feira (16) o diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Jay Clayton, à CNBC.

A inteligência artificial “amplifica” os riscos de segurança cibernética já existentes para a infraestrutura digital americana, que está interconectada a sistemas críticos relacionados a serviços públicos, defesa nacional e comunicações globais, disse Clayton durante o programa Squawk Box.

“É por isso que estamos concentrados em reforçar a segurança desses sistemas” e em “manter nosso compromisso de continuar na liderança para ficar à frente desses atores mal-intencionados”, afirmou Clayton, que comanda uma nova força-tarefa da Casa Branca dedicada à inteligência artificial.

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Clayton foi questionado sobre o nível de preocupação que os americanos deveriam ter com a ameaça de espionagem estrangeira após a divulgação do caso de Abdulrahman Alfozan, cidadão saudita acusado de instalar um dispositivo de gravação em uma sala de conferências executivas da OpenAI.

Alfozan não foi acusado de espionagem. A acusação federal diz respeito à suposta interceptação de comunicações orais.

Segundo promotores federais, Alfozan, que era funcionário da OpenAI, havia reservado uma passagem aérea só de ida para a Arábia Saudita, acompanhado da esposa e de outro familiar, antes de ser preso.

“A resposta curta à sua pergunta é que a espionagem, tanto a espionagem comercial quanto, eu diria, a espionagem patrocinada por Estados, é uma realidade”, afirmou Clayton.

“É algo com que nossas empresas do setor privado precisam estar atentas. Nós, como governo, também precisamos estar atentos”, acrescentou.

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O episódio envolvendo a OpenAI “mostra até onde as pessoas estão dispostas a ir para tentar substituir nossa liderança nessa área ou, pelo menos, permanecer próximas de nós nessa tecnologia emergente”, disse Clayton.

Um ex-funcionário da CIA, que falou à CNBC sob condição de anonimato para discutir informações não públicas, afirmou nesta semana que o caso é “provavelmente apenas a ponta do iceberg”.

Clayton, nomeado responsável pela coordenação das iniciativas de inteligência artificial do governo no início deste mês, afirmou que a primeira reunião da força-tarefa na Casa Branca, realizada na quinta-feira, foi “muito boa” e deu continuidade ao acordo assinado pelo presidente Donald Trump e por diversos líderes do setor de IA na Casa Branca no mês passado.

Trump havia descrito o acordo, que inclui compromissos voluntários das empresas para monitorar e gerenciar os riscos da inteligência artificial, como “moralmente vinculativo”.

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A força-tarefa também criou três subcomitês dedicados a diferentes questões relacionadas à IA. Um ficará responsável por comunicação de incidentes e resposta; outro avaliará infraestruturas críticas e trabalhará com o setor privado; e o terceiro tratará de aplicação da lei e responsabilização, explicou Clayton.

O diretor de Inteligência Nacional reiterou à CNBC que o governo Trump pretende manter os Estados Unidos à frente na corrida pela inteligência artificial.

“Não somos os únicos desenvolvendo essa tecnologia. Há vertentes desse desenvolvimento que vêm de alguns de nossos adversários e concorrentes conhecidos”, afirmou.

“Chineses, russos, iranianos e norte-coreanos têm capacidade técnica significativa. Precisamos permanecer à frente deles.”

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