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CEO do HSBC alerta que boom da IA não torna todos os data centers bons investimentos
Publicado 20/10/2026 • 10:07 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 20/10/2026 • 10:07 | Atualizado há 1 hora
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A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia transformadora que merece investimentos, mas os investidores precisam ser criteriosos ao escolher projetos de data centers, segundo o presidente-executivo de um dos maiores bancos do mundo.
Em entrevista a Dan Murphy, da CNBC, nesta terça-feira (20), Georges Elhedery, CEO do HSBC, classificou a inteligência artificial como “um importante facilitador para reformular e reinventar todos os nossos negócios e atividades”.
“Ela vai devolver muito poder aos nossos colegas por causa do nível de produtividade que proporciona. Portanto, será transformadora, e estamos certamente em uma jornada para adotá-la”, afirmou. Segundo ele, a IA também ajudará a “reformular o banco”.
No entanto, ao abordar os investimentos em infraestrutura que sustenta essa tecnologia, Elhedery recomendou cautela, em vez de uma aposta indiscriminada no setor.
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“É preciso ser seletivo”, afirmou. “É necessário avaliar a qualidade dos contratos de locação e os preços estabelecidos nesses contratos. Nem todos apresentam um nível de qualidade que permita sustentá-los com confiança. Alguns podem ser mais desafiadores.”
O HSBC foi classificado pela S&P Global, no ano passado, como o sétimo maior banco do mundo e o maior credor da Europa, com ativos próximos de US$ 3 trilhões. Com sede em Londres, a instituição atua tanto no financiamento quanto na operação de data centers.
Em seu relatório anual de 2025, o HSBC afirmou que pretende se tornar “o banco líder para ecossistemas de transição de rápido crescimento”, destacando que sua carteira de clientes abrange setores como data centers e inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCOs complexos de data centers abrigam os servidores que sustentam a IA e a computação em nuvem. Nos últimos anos, o setor passou por uma expansão bilionária, impulsionada pela crescente demanda por capacidade computacional.
Segundo a consultoria McKinsey, os gastos globais com data centers podem atingir US$ 7 trilhões até 2030. Para financiar a construção dessas instalações, grandes empresas de tecnologia têm recorrido cada vez mais ao crédito privado e à emissão de dívidas.
O endividamento relacionado à IA, porém, está se tornando uma fonte de tensão nos mercados financeiros. O custo do capital está aumentando, enquanto empresas acumulam grandes volumes de dívida na corrida para financiar o desenvolvimento da inteligência artificial e a expansão da infraestrutura de data centers.
Durante o GZERO Summit, organizado pela LSEG e pelo Eurasia Group em Londres no início deste mês, Mohamed El-Erian, principal consultor econômico da Allianz e ex-CEO da PIMCO, destacou a disputa por financiamento entre governos e empresas ligadas à IA como uma fonte de pressão sobre os mercados de títulos de dívida.
Leia também: HSBC impulsiona Bolsas da Europa após elevar meta de rentabilidade
“Os governos estão tomando emprestado o que precisam tomar, além de refinanciarem suas dívidas a taxas de juros mais altas”, afirmou. “E temos as grandes empresas de tecnologia que operam em larga escala na nuvem, que captaram US$ 200 bilhões em financiamento por meio de títulos de dívida no ano passado e provavelmente vão captar US$ 1 trilhão dessa forma neste ano. Elas não são sensíveis aos rendimentos. Não são sensíveis aos spreads de crédito, porque estão apostando em algo verdadeiramente transformador.”
Os rendimentos dos títulos de dívida emitidos por diversas grandes economias atingiram, em 2026, os níveis mais elevados em várias décadas. O movimento ocorre em meio a preocupações com os elevados déficits públicos e o aumento do endividamento, além dos temores de que a inflação permaneça persistente e os bancos centrais adotem posturas mais rigorosas.
No início deste ano, o JPMorgan Chase estimou que a emissão de dívidas relacionadas à inteligência artificial poderá alcançar US$ 4,1 trilhões até o fim da década, à medida que empresas de data centers e outros negócios ligados à IA ampliam os investimentos para expandir sua capacidade.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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