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OpenAI alerta Polícia Federal após identificar ameaças de morte contra Lula em conversas no ChatGPT
Publicado 15/10/2026 • 09:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/10/2026 • 09:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: wikimedia commons
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, enviou à Polícia Federal (PF) informações sobre pelo menos dois usuários que utilizaram a ferramenta de inteligência artificial (IA) para fazer ameaças ou manifestar intenção de atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição em 2026.
Os registros foram classificados pela empresa como situações que poderiam representar perigo à integridade física de outras pessoas. Entre as mensagens identificadas, há declarações sobre o assassinato do presidente, referências a armamentos e comentários sobre possíveis ações violentas.
No início de outubro, a Polícia Federal encaminhou o material ao Ministério da Justiça para avaliar a abertura de dois inquéritos. Um deles envolve suspeitas de ameaça e injúria, enquanto o outro trata especificamente de ameaças contra Lula.
Segundo a Folha de S. Paulo, um dos casos envolve um homem que relatou ao ChatGPT ter visto o presidente durante um evento de campanha, a aproximadamente 400 metros de distância. Nas conversas, ele manifestou vontade de atirar contra Lula e mencionou a possibilidade de utilizar um local elevado para realizar o ataque.
O mesmo usuário fez referências a um fuzil de precisão, perguntou sobre as consequências legais de um eventual assassinato e mencionou equipamentos como binóculos e um rifle AR-15 equipado com luneta. As informações fornecidas pela OpenAI também mencionaram uma possível rota de fuga.
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As mensagens analisadas incluíam outras manifestações violentas. O homem compartilhou fotografias de armas brancas, expressou intenção de agredir familiares e afirmou que cometeria um massacre caso tivesse recursos financeiros. Há também citações a símbolos nazistas, menções a ataques a unidades de saúde e o compartilhamento de uma receita de explosivo.
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Siga o Times | CNBCApesar dessas declarações, o usuário também afirmou, em determinados momentos, que não pretendia colocar as ameaças em prática e que não possuía armas. A Polícia Federal avaliou que o conteúdo apresentava indícios de ameaças contra terceiros, incluindo o presidente.
O caso foi encaminhado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para análise das medidas cabíveis.
Após identificar os diálogos, a OpenAI desativou a conta do usuário e repassou os registros à Polícia Federal. A empresa informou que compartilha informações com órgãos de segurança quando identifica indícios consistentes de risco de morte ou ferimentos graves.
Além da PF, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi comunicado. Segundo a OpenAI, o procedimento segue as medidas adotadas pela companhia para lidar com possíveis riscos relacionados ao processo eleitoral. Os documentos divulgados não mostram as respostas fornecidas pelo ChatGPT durante as conversas, apenas os conteúdos que motivaram os alertas.
O envio de informações às autoridades brasileiras não é um procedimento inédito. Em junho de 2026, um homem foi preso no Espírito Santo após suspeitas de utilizar o ChatGPT para planejar a morte do próprio filho, de oito anos, com o objetivo de evitar o pagamento de pensão alimentícia.
Na ocasião, a OpenAI comunicou o caso ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. As informações foram posteriormente encaminhadas ao CyberLab, vinculado ao Ministério da Justiça, que acionou a Polícia Civil capixaba.
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