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McDonald’s aposta em frango e bebidas para crescer, mas novos dados mostram desafios na estratégia

Publicado 12/10/2026 • 15:15 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • O McDonald’s aposta em frango e bebidas para impulsionar o crescimento, mas dados mostram que a rede está perdendo participação nos gastos dos consumidores para concorrentes importantes, como a Chick-fil-A.
  • Redes de cafeterias, como Dutch Bros. e Starbucks, também estão ganhando espaço, segundo a Consumer Edge.
  • O plano de crescimento do McDonald’s inclui lançar produtos de frango empanado à mão e trazer de volta o frango grelhado ao cardápio.
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Foto: unplash

O McDonald’s aposta em frango e bebidas para impulsionar sua próxima fase de crescimento, mas novos dados sobre os gastos dos consumidores indicam que a gigante do fast-food enfrenta forte concorrência de rivais especializados nessas áreas.

Em seu evento para investidores em setembro, o McDonald’s apresentou planos para conquistar mais 1,5 ponto percentual de participação de mercado global tanto em frango quanto em bebidas até 2030. A rede identificou essas categorias como oportunidades significativas para expandir seus negócios para além da carne bovina.

O CEO Chris Kempczinski disse à CNBC que o tamanho desses mercados evidencia o potencial de crescimento.

“O frango é uma categoria de US$ 130 bilhões. Temos cerca de 20% de participação nesse mercado. Bebidas são uma categoria de aproximadamente US$ 230 bilhões. Temos 10% de participação nesse segmento”, afirmou Kempczinski, destacando que o McDonald’s tem mais espaço para crescer nessas áreas do que na categoria global de carne bovina, avaliada em US$ 50 bilhões, na qual detém cerca de 40% de participação.

Mas novos dados indicam que conquistar os gastos dos consumidores que frequentam redes especializadas em frango e bebidas pode ser uma tarefa difícil para o McDonald’s. Muitas das redes de restaurantes que mais estão atraindo gastos de clientes do McDonald’s são especializadas justamente nesses dois segmentos, segundo dados exclusivos compartilhados pela Consumer Edge, empresa que acompanha transações com cartões de crédito e débito.

Entre os clientes do McDonald’s, a Chick-fil-A conquistou 0,58 ponto percentual de participação nos gastos com restaurantes de serviço limitado no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, tornando-se a rede com o maior avanço entre as empresas monitoradas pela Consumer Edge.

As cafeterias também estão atraindo uma parcela maior dos gastos dos clientes do McDonald’s. A rede 7 Brew, que opera exclusivamente com atendimento drive-thru, avançou 0,4 ponto percentual, enquanto Starbucks, Dutch Bros. Coffee e Dunkin’ também ficaram entre as dez redes com maiores ganhos.

Juntas, as quatro redes de bebidas conquistaram 0,88 ponto percentual de participação nos gastos.

O McDonald’s continuou sendo, de longe, a maior rede individual na participação dos gastos dos consumidores com restaurantes de serviço limitado, mas sua fatia caiu em relação ao ano anterior. Já o Burger King, controlado pela Restaurant Brands International, avançou 0,24 ponto percentual, o maior aumento entre as redes especializadas em hambúrgueres.

“Há uma grande disputa por uma parcela menor dos gastos com restaurantes, à medida que as pessoas se tornam mais seletivas em relação ao que consomem”, disse Michael Gunther, vice-presidente sênior da Consumer Edge.

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Os dados oferecem apenas uma visão parcial do cenário competitivo do McDonald’s nos segmentos de frango e bebidas, em parte porque não registram exatamente o que os clientes pedem no balcão.

“Se o McDonald’s conseguir atrair consumidores com opções interessantes, a estratégia poderá funcionar”, acrescentou Gunther.

Embora o McDonald’s tenha enfrentado dificuldades com vendas fracas, os executivos afirmaram ter identificado sinais de melhora perto do fim do terceiro trimestre.

Durante o evento para investidores, a empresa informou que as vendas comparáveis nos Estados Unidos ficaram ligeiramente negativas em julho e agosto, mas afirmou esperar que setembro apresentasse resultado positivo.

Os dados da Consumer Edge também mostraram que a queda anual na participação do McDonald’s nos gastos diminuiu em setembro em todos os grupos de renda.

Wall Street também questionou a rapidez com que a estratégia de frango e bebidas poderá gerar resultados.

O analista Danilo Gargiulo, da Bernstein, afirmou após o evento para investidores do McDonald’s que os lançamentos de bebidas nos Estados Unidos ainda não haviam gerado vendas suficientes para compensar a fraqueza mais ampla dos negócios. Ele também disse que a próxima plataforma de frango da empresa, que inclui itens empanados à mão e opções de frango grelhado, estava mais distante do que esperava.

“A escala dos investimentos necessários para executar o plano de crescimento da empresa, o McDonald’s Next, ficou acima das nossas expectativas e acrescenta pressão sobre os resultados no curto prazo”, escreveu Gargiulo em sua análise.

O analista mantém recomendação de desempenho em linha com o mercado para as ações e preço-alvo de US$ 295. Os papéis fecharam em torno de US$ 235 na sexta-feira.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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