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Netflix demite mais de 1.000 funcionários, cerca de 6% de seu quadro, em meio à desaceleração do crescimento

Publicado 14/10/2026 • 12:26 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os cortes devem se concentrar nas áreas de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos, segundo memorando obtido pela CNBC.
  • A companhia divulgará seus resultados trimestrais na próxima terça-feira.
  • O co-CEO Ted Sarandos afirmou no mês passado que a Netflix “não está crescendo tão rápido quanto eu gostaria”.
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Foto: AFP

A Netflix informou que os cortes atingirão principalmente equipes de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.

A Netflix informou nesta quarta-feira que vai demitir cerca de 6% de seus funcionários, o equivalente a aproximadamente 1.000 trabalhadores, segundo um memorando obtido pela CNBC.

Os cortes devem atingir principalmente as equipes de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.

“Nossa missão, entreter o mundo, é ambiciosa, e cumpri-la exige disciplina na definição de onde priorizamos nossas pessoas e nossos recursos”, escreveram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em e-mail enviado aos funcionários.

“Nosso negócio é sólido e continua crescendo, e seguimos dentro do previsto para cumprir nossa projeção anual. Continuaremos investindo de forma agressiva em áreas de alto impacto para melhorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação.”

“Isso significa fazer escolhas mais focadas em toda a empresa para que possamos continuar entregando resultados para nossos assinantes, parceiros, funcionários e investidores”, acrescenta o memorando.

A Netflix afirmou que não tinha comentários adicionais além da mensagem dos co-CEOs. A companhia divulgará seus resultados trimestrais em 20 de outubro.

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As demissões ocorrem poucas semanas depois de Sarandos afirmar, durante a conferência Bloomberg Screentime, que a empresa “não está crescendo tão rápido quanto eu gostaria”.

A Netflix vem enfrentando um paradoxo nos últimos meses. A companhia continua registrando lucros sólidos e segue como a maior empresa do mercado de streaming, mas o tempo de visualização ficou estagnado. Ao mesmo tempo, os principais motores de crescimento da base de assinantes têm sido o combate ao compartilhamento de senhas e o lançamento de um plano mais barato com anúncios.

A maior ameaça da Netflix tem sido o YouTube, mas a Skydance também aparece no horizonte. A empresa resultante da combinação entre Paramount e Warner Bros. Discovery pretende integrar as plataformas de streaming Paramount+ e HBO Max.

Nos últimos anos, a Netflix diversificou seu conteúdo, ampliando a aposta em esportes ao vivo, documentários e videogames para disputar uma fatia maior da atenção dos consumidores. Ao mesmo tempo, a empresa tem sentido falta de grandes sucessos capazes de dominar as conversas do público, como “Stranger Things” e “Round 6”, que anteriormente ajudaram a impulsionar o crescimento de assinantes e a audiência.

A Netflix também não é a única empresa do setor de mídia em busca de redução de custos. No mês passado, a Disney anunciou a demissão de cerca de 300 funcionários, com a maior parte dos cortes concentrada nas áreas de recursos humanos e de tecnologia.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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