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Novo porto da Cedro vai reduzir custos, gerar empregos e ampliar competitividade do minério brasileiro, diz CEO José Carlos Martins

Publicado 15/10/2026 • 18:03 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Terminal terá capacidade para movimentar 15 milhões de toneladas e deve ser construído em três anos.
  • Projeto busca reduzir custos de embarque e ampliar a infraestrutura disponível para exportação de minério de ferro.
  • - Companhia também prevê investir cerca de R$ 3,5 bilhões na expansão de uma mina em Mariana, em projeto desenvolvido com a Vale.

A Cedro Participações obteve a licença de instalação para avançar com um novo terminal portuário em Itaguaí, no Rio de Janeiro. O projeto prevê investimento de R$ 3,5 bilhões, capacidade para movimentar 15 milhões de toneladas e geração de cerca de 3 mil empregos durante a fase de construção.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da companhia, José Carlos Martins, afirmou que as obras devem durar aproximadamente três anos. Depois da entrada em operação, a previsão é de cerca de 250 postos de trabalho.

“Estamos muito felizes. É um projeto de R$ 3,5 bilhões. Será feito em três anos. Nesses três anos de construção, nós devemos gerar 3 mil empregos”, afirmou.

Leia também: Cedro recebe licenças para ampliar mina em Mariana com investimento de R$ 3,5 bilhões

Segundo Martins, a empresa trabalha no desenvolvimento do terminal há cerca de três anos. A concessão foi obtida em dezembro de 2024, e o processo de licenciamento foi iniciado em outubro de 2025.

Terminal terá capacidade para 15 milhões de toneladas

O porto será direcionado principalmente ao escoamento de minério de ferro e deve atender tanto às necessidades da própria Cedro quanto a outros produtores da região.

“É um porto para 15 milhões de toneladas. É suficiente para a nossa necessidade e também para outros pequenos mineradores da região que quiserem ter uma opção de embarque do seu produto”, disse.

Hoje, segundo o executivo, a Cedro utiliza terminais de terceiros. A infraestrutura própria deve permitir redução dos custos de embarque e aumentar a competitividade do minério brasileiro no mercado internacional.

A companhia também se prepara para uma possível pressão sobre a capacidade portuária nos próximos anos, diante da expectativa de aumento da produção das mineradoras.

“A gente acredita que mais à frente vai haver uma falta de capacidade de portos no Brasil, na medida em que as empresas estão retomando a produção”, afirmou Martins.

O terminal será dedicado inicialmente a granéis, especialmente minério de ferro, sem previsão imediata de utilização para outras cargas.

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Cedro também prepara expansão em Mariana

Além do projeto portuário, a Cedro obteve recentemente licença para ampliar a produção de uma mina em Mariana, Minas Gerais.

Martins afirmou que o projeto também prevê investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões e capacidade de produção de cerca de 5,5 milhões de toneladas por ano de pellet feed, minério de maior qualidade utilizado em processos de redução direta e alto-forno.

O empreendimento é desenvolvido em conjunto com a Vale, que, segundo o executivo, será a compradora da produção.

Leia também: Cedro recebe aval ambiental para terminal de minério de ferro de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí (RJ)

“Nós estamos unindo a nossa mina a uma mina que eles têm próxima e, com isso, podemos fazer uma mina que tem uma vida muito mais longa, produzindo 5,5 milhões de toneladas ao ano de um minério de altíssima qualidade”, afirmou.

CEO defende diálogo sobre licenciamento

Questionado sobre as prioridades para o próximo governo, Martins apontou o licenciamento ambiental como um dos temas relevantes para o setor mineral.

O executivo reconheceu a necessidade de regras ambientais rigorosas, especialmente após acidentes envolvendo o setor, mas defendeu maior diálogo entre empresas e autoridades para permitir a expansão dos investimentos sem reduzir as exigências de proteção ambiental.

“Nós entendemos perfeitamente a necessidade de uma legislação ambiental mais rígida”, afirmou. “Eu acredito que é possível trabalhar em conjunto com as autoridades responsáveis para conseguir uma legislação que mantenha os objetivos ambientais que são necessários, mas também permita o desenvolvimento da produção.”

Na avaliação de Martins, o país reúne reservas e minério de qualidade para ampliar sua presença no mercado internacional.

“Potencial nós temos, minério de qualidade nós temos”, disse. “Um trabalho em conjunto entre os órgãos ambientais e as empresas pode permitir um desenvolvimento mais rápido da nossa indústria.”

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