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PepsiCo aumenta lucro em 17% e registra receita de US$ 25,3 bilhões no 3º trimestre

Publicado 08/10/2026 • 17:19 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • PepsiCo registrou lucro líquido de US$ 3,05 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 17% na comparação anual.
  • Receita líquida avançou 5,6%, para US$ 25,27 bilhões, impulsionada pelo desempenho internacional e pelo crescimento das vendas orgânicas.
  • Companhia atualizou projeções para 2026 e prevê crescimento de aproximadamente 6% na receita, mas reduziu estimativas para o lucro ajustado.

A PepsiCo encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 3,05 bilhões (R$ 15,27 bilhões), avanço de aproximadamente 17% em relação aos US$ 2,60 bilhões (R$ 13,03 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O balanço, divulgado nesta quinta-feira (8), também mostrou crescimento da receita, sustentado principalmente pelo desempenho dos negócios internacionais.

A receita líquida alcançou US$ 25,27 bilhões (R$ 126,60 bilhões), alta de 5,6% sobre os US$ 23,94 bilhões registrados um ano antes. Já a receita orgânica, que desconsidera os efeitos de aquisições, desinvestimentos e variações cambiais, avançou 3,1%.

O lucro por ação (EPS) subiu de US$ 1,90 para US$ 2,23 (R$ 11,17), crescimento de 17%. Considerando os resultados ajustados, o ganho foi de US$ 2,34 por ação (R$ 11,72), aumento de 2% na comparação anual.

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O lucro operacional atingiu US$ 4,26 bilhões (R$ 21,34 bilhões), expansão de 19%. A margem operacional passou de 14,9% para 16,9%, enquanto o lucro operacional ajustado cresceu 3%, para US$ 4,28 bilhões (R$ 21,43 bilhões).

Negócios internacionais impulsionam crescimento

O desempenho das operações fora da América do Norte foi um dos principais destaques do balanço. A companhia registrou crescimento de receita em todas as suas divisões internacionais, com avanço dos volumes de alimentos e bebidas em diferentes mercados.

Na divisão de alimentos da América Latina, a receita aumentou 14%, para US$ 3,02 bilhões (R$ 15,14 bilhões). O crescimento orgânico foi de 6%, enquanto o volume comercializado avançou 3%.

A operação de alimentos da Ásia-Pacífico apresentou crescimento de 10% na receita, com expansão orgânica de 9%. O volume de produtos comercializados na região aumentou 11%, o maior avanço entre as divisões de alimentos da companhia.

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Já os negócios da Europa, Oriente Médio e África registraram alta de 8% na receita, com crescimento orgânico de 9%. A divisão internacional de franquias de bebidas também avançou 8%, com expansão de 5% no volume vendido.

América do Norte ainda exige ajustes

Apesar da melhora no resultado consolidado, a PepsiCo continua enfrentando desafios em suas operações norte-americanas, especialmente no segmento de alimentos.

A divisão de alimentos da região registrou receita praticamente estável em relação ao terceiro trimestre de 2025. A companhia destacou, porém, uma melhora sequencial no volume de salgadinhos e na participação de mercado, parcialmente compensada por preços líquidos menores.

No segmento de bebidas, a receita na América do Norte cresceu 5%, impulsionada principalmente pelas aquisições realizadas em 2025. Entretanto, o volume de bebidas comercializadas recuou 2%.

O presidente-executivo da PepsiCo, Ramon Laguarta, destacou a evolução dos negócios internacionais e a necessidade de acelerar a recuperação das operações norte-americanas.

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“Nossos resultados do terceiro trimestre apresentaram forte crescimento da receita líquida, aceleração do crescimento orgânico e aumento dos volumes de bebidas e alimentos em escala global”, declarou o executivo, em comunicado.

PepsiCo prepara novos cortes de custos

A companhia informou que pretende ampliar os investimentos em inovação, fortalecimento de marcas e estratégias comerciais, principalmente na América do Norte.

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Para financiar essas iniciativas, a PepsiCo está identificando novas oportunidades de redução estrutural de despesas, que deverão ser implementadas nos próximos meses.

Segundo Laguarta, as medidas também buscam compensar a pressão inflacionária sobre os custos de produção, preservando a capacidade de investimento da empresa.

“Estamos identificando novas medidas estruturais de redução de custos, que serão implementadas nos próximos meses para ajudar a financiar investimentos destinados a acelerar o crescimento orgânico da receita e mitigar os impactos da inflação dos insumos”, acrescentou.

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O balanço também mostrou que o crescimento do lucro operacional ajustado foi parcialmente limitado por despesas operacionais mais elevadas e maiores investimentos em publicidade e marketing.

Empresa revisa projeções para 2026

A PepsiCo atualizou suas expectativas para o encerramento do ano fiscal de 2026. A companhia passou a projetar crescimento de aproximadamente 6% na receita líquida, ante uma faixa anterior de 4% a 6%.

A estimativa para o crescimento orgânico da receita ficou em cerca de 3%, dentro do intervalo anteriormente previsto, de 2% a 4%.

Por outro lado, a companhia reduziu sua projeção de crescimento do lucro ajustado por ação, que passou para uma faixa de 2,5% a 3,5%. Anteriormente, a expectativa estava situada na parte inferior de um intervalo de 5% a 7%.

Desconsiderando os efeitos cambiais, a previsão de crescimento do lucro ajustado por ação foi reduzida para 1% a 2%, abaixo da estimativa anterior, que apontava para a parte inferior de uma faixa de 4% a 6%.

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A empresa também revisou sua expectativa de alíquota efetiva de impostos ajustada, de aproximadamente 22% para 21%, enquanto manteve a previsão de investimentos de capital abaixo de 5% da receita líquida.

Receita acumulada supera US$ 68 bilhões

Nos primeiros nove meses fiscais de 2026, a PepsiCo acumulou receita líquida de US$ 68,90 bilhões (R$ 345,18 bilhões), crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O lucro líquido atribuível à companhia somou US$ 8,36 bilhões (R$ 41,86 bilhões), ante US$ 5,70 bilhões no ano anterior. O lucro por ação acumulado avançou 47%, para US$ 6,10 (R$ 30,56).

O resultado operacional acumulado também apresentou expansão expressiva, com alta de 45%, para US$ 11,50 bilhões (R$ 57,60 bilhões). Parte dessa variação reflete despesas extraordinárias contabilizadas no ano anterior, relacionadas à perda de valor de marcas como Rockstar e Be & Cheery.

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Para o conjunto de 2026, a PepsiCo manteve a previsão de devolver US$ 8,9 bilhões (R$ 44,59 bilhões) aos acionistas, incluindo US$ 7,9 bilhões (R$ 39,58 bilhões) em dividendos e US$ 1 bilhão (R$ 5,01 bilhões) em recompras de ações.

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