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Ponto de equilíbrio ajuda empresas a evitar prejuízos e orientar decisões, afirma Misa Antonini
Publicado 14/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 14/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Calcular o ponto de equilíbrio operacional é essencial para que empresas saibam quanto precisam faturar para cobrir seus custos e começar a gerar lucro. O indicador também ajuda empresários a avaliar contratações, descontos e planos de expansão sem comprometer a saúde financeira do negócio.
A avaliação é de Misa Antonini, comentarista do quadro Gestão e Estratégia, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, o cálculo deve orientar as decisões do dia a dia, especialmente em pequenas e médias empresas.
O ponto de equilíbrio, também conhecido como break-even, é atingido quando a receita cobre todos os custos e despesas operacionais considerados no cálculo. A partir desse nível de faturamento, a empresa começa a gerar lucro operacional, desde que as demais condições permaneçam constantes.
Para calcular o indicador, o empresário precisa separar os gastos fixos dos variáveis e identificar a margem de contribuição, que corresponde ao valor restante das vendas depois da dedução dos custos e despesas variáveis.
Leia também: Gestão e Estratégia: Misa Antonini mostra como saber se uma empresa está realmente saudável
Em um exemplo apresentado por Misa, uma empresa vende um produto por R$ 100, tem R$ 45 em custos variáveis e outros R$ 15 em despesas variáveis, como impostos, comissões e taxas de cartão. Nesse caso, a margem de contribuição é de R$ 40, ou 40% do faturamento.
Se os gastos fixos mensais forem de R$ 30 mil, o ponto de equilíbrio será de R$ 75 mil em vendas. Abaixo desse valor, a operação terá prejuízo; ao atingir o montante, cobrirá os gastos considerados no cálculo; e, acima dele, começará a gerar lucro operacional.
“O importante é calcular corretamente essa margem para, então, identificar o ponto de equilíbrio operacional da empresa.“, afirmou Misa.
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Siga o Times | CNBCA especialista alerta que um erro comum é desconsiderar despesas variáveis, como impostos sobre vendas, comissões e taxas de cartão. Isso faz com que o empresário calcule uma margem de contribuição maior do que a real e subestime o faturamento necessário para cobrir os custos.
Outra questão é o impacto das decisões sobre a estrutura financeira. Segundo a especialista, aumentar os custos fixos eleva o ponto de equilíbrio. No exemplo apresentado, uma contratação que custe R$ 10 mil por mês exigiria R$ 25 mil adicionais em vendas para ser coberta, considerando uma margem de contribuição de 40%.
Os descontos também podem dificultar o alcance do ponto de equilíbrio. Ao reduzir o preço de venda, a empresa diminui o valor disponível para cobrir os custos fixos. No exemplo de Antonini, um desconto de 10% exigiria um aumento de aproximadamente 27% no volume de vendas para manter a cobertura da estrutura de gastos.
Leia também: Gestão e Estratégia: Misa Antonini revela o maior erro dos empresários na governança corporativa
A participante do quadro Gestão e Estratégia também destaca que é necessário ter cuidado para não tomar decisões com base apenas em uma margem média anual.
Além disso, atingir o ponto de equilíbrio operacional não significa necessariamente que o negócio esteja remunerando adequadamente o capital investido, o tempo do empresário e os riscos assumidos. Esses fatores também devem ser considerados na avaliação financeira.
“Isso precisa ser a bússola do empresário”, afirmou Antonini, ao defender que o faturamento necessário para cobrir os custos seja considerado antes de cada decisão que aumente as despesas da empresa.
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