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Setor de viagens e eventos corporativos bate faturamento recorde de R$ 147,8 bi em 2025
Publicado 27/02/2026 • 08:10 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 27/02/2026 • 08:10 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O setor de viagens corporativas atingiu um faturamento recorde e fechou 2025 com o maior faturamento da série histórica, desde 2011. O valor chegou a R$ 147,8 bilhões, segundo levantamento da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), realizado com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O número considera transportes aéreos e rodoviários, alojamento, eventos corporativos e culturais, agências e operadoras.
Em 2024, o faturamento desse mercado atingiu R$ 139 bilhões no total. O crescimento no ano passado, então, ficou em 6,3%. A meta para 2026, segundo a Alagev, é se manter nesse patamar, com cerca de 7% de aumento. Os números foram divulgados durante a 21ª edição do Lacte (Latin American Community for Travel and Events Experience), evento do setor realizado em São Paulo nesta segunda (23) e terça (24).
De olho nessa expansão, as companhias aéreas se movimentam para investir ainda mais no viajante corporativo, oferecendo maior disponibilidade de horários, mudanças nos contratos e diversificação de serviços, por exemplo, com classes de assentos mais confortáveis e internet a bordo.
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Em 2025, a Latam foi a companhia aérea que mais faturou com viagens de negócios, garantindo 41,7% do market share, dividido com a Gol e Azul. A Latam abriu 9,5 pontos percentuais em relação a 2024, quando detinha 32,2% do mercado. Segundo Aline Mafra, diretora de Vendas e Marketing da Latam no Brasil, os investimentos da empresa para o viajante corporativo incluem novas frequências e internet nos aviões.
“Já está em implementação o wifi nas aeronaves de dois corredores, que geralmente voavam à noite, mas atualmente temos viajantes corporativos indo para a Europa ou os Estados Unidos em voos longos durante o dia e com necessidade de internet”, explicou a executiva. Para 2026, a estimativa de crescimento da operação fica entre 8% e 10%, incluindo internacional. Somente para o nacional, a empresa espera crescer entre 6% e 8%.
A companhia aérea também divulgou a criação da categoria intermediária premium comfort, com estrutura melhor do que a econômica a preços mais baixos do que as tarifas da executiva. Outra novidade é o reforço da frota com aviões da Embraer, que buscam atender aeroportos menores e cidades mais distantes onde os voos comerciais da Latam não chegavam.
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Siga o Times | CNBCOutra que comprou jatos 195-E2 da Embraer foi a Azul, que também foca no aprimoramento de serviços, por exemplo em seu programa de fidelidade, e no estreitamento de relações com o gestores de viagens e agências corporativas. “Nosso crescimento planejado para 2026 está em torno de 10%, muito focado em manter a relevância de nossos hubs em Viracopos, Confins e Recife, mas também continuando o trabalho em voos partindo de São Paulo, cidade com maior número de viagens corporativas”, completou Ricardo Bezerra, gerente geral da área Comercial da Azul.
Já a Gol informou que uma das prioridades da companhia é a pontualidade. “Vamos investir em novas aeronaves, porque o viajante corporativo viaja cedo para começar suas reuniões. No ano passado, aumentamos 4 pontos percentuais em nossa oferta de assentos, 14%, e para este ano a expectativa é de crescer entre 13% e 13,5%”, disse Danillo Barbizan, diretor de Vendas da Gol. Desde o início de 2025, a empresa vem incorporando mais 17 aviões à sua frota, processo que termina até o fim de 2026.
O Lacte21 registrou o maior número de participantes das últimas edições – 1,8 mil inscritos – e também recorde de patrocinadores. Foram 97, entre companhias aéreas, agências de viagens, locadoras de veículos, seguradoras e operadoras de crédito.
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Neste ano, as palestras focaram em inteligência artificial, mas, principalmente, nas relações humanas com a tecnologia e como aplicá-las nas viagens corporativas. As discussões se concentraram em negociação, uso de IA por viajantes e empresas, eventos sustentáveis e inteligentes, prioridade nos encontros presenciais e conectividade entre empresas e clientes.
“Estamos numa edição recorde, com 30% acima em termos de investimento em relação ao que foi planejado para esse ano. O maior interesse dos patrocinadores está alinhado com o nosso propósito: conectar pessoas. Por isso escolhemos esses conteúdos. A inteligência artificial veio para ficar, mas não substitui o ser humano, por isso precisamos focar nas experiências. Por isso que hoje estamos falando muito de personalização e de saúde mental no setor”, concluiu Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev.
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