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Microsoft aposta em chip próprio de IA para desafiar a Nvidia

Publicado 12/10/2026 • 11:17 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (12) que ampliará em larga escala, a partir de 2027, a implementação de seus chips próprios de inteligência artificial (IA), da linha Maia.
  • Os componentes serão a principal base de hardware para executar recursos de IA em seus produtos, em uma estratégia que pode reduzir a dependência da empresa em relação à Nvidia.
  • Chips como o Maia são essenciais para os grandes centros de dados que sustentam o avanço da inteligência artificial.
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Foto: AFP

A Microsoft anunciou que ampliará em larga escala, a partir de 2027, a implementação de seus chips próprios de IA, da linha Maia.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (12) que ampliará em larga escala, a partir de 2027, a implementação de seus chips próprios de inteligência artificial (IA), da linha Maia. Os componentes serão a principal base de hardware para executar recursos de IA em seus produtos, em uma estratégia que pode reduzir a dependência da empresa em relação à Nvidia.

Chips como o Maia são essenciais para os grandes centros de dados que sustentam o avanço da inteligência artificial. A Microsoft planeja instalar unidades com capacidade de consumir vários gigawatts de eletricidade, volume equivalente à geração de energia de vários grandes reatores nucleares.

A Nvidia mantém posição dominante no mercado de chips usados para treinar modelos de IA. Agora, porém, gigantes da tecnologia e fabricantes concorrentes disputam espaço no segmento de inferência, etapa em que os modelos já treinados são executados para responder a perguntas e realizar tarefas.

Esse mercado cresce rapidamente à medida que empresas lançam assistentes de IA e os chamados agentes, capazes de executar tarefas complexas com várias etapas de forma autônoma. Nvidia, AMD, Amazon e Google estão entre as companhias que desenvolvem novos produtos para esse segmento.

“Hoje marca uma nova fase para a infraestrutura de IA da Microsoft”, escreveu Scott Guthrie, vice-presidente executivo da companhia, em uma publicação de blog que anunciou os planos.

Leia também: Microsoft venderá o Surface Laptop Ultra, equipado com chip de IA da Nvidia, por US$ 2.599

Novo chip promete mais eficiência energética

Segundo a Microsoft, o chip Maia 200 já está em operação, inclusive no assistente Microsoft 365 Copilot. Uma versão mais potente, o Maia 300, tem lançamento previsto para 2027.

O Maia 200 executa modelos da OpenAI, os modelos próprios da linha MAI, desenvolvidos pela Microsoft, e modelos de código aberto de destaque.

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O chip já foi implantado nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. De acordo com a empresa, ele oferece até 1,7 vez mais capacidade de processamento por watt do que sistemas líderes baseados em unidades de processamento gráfico (GPUs) em recursos de IA integrados ao Teams e ao Copilot.

A Microsoft afirma que o Maia 300 permitirá executar 40% mais tarefas de IA com a mesma quantidade de eletricidade em comparação com sistemas líderes do mercado. O desempenho também será mais de duas vezes superior ao do chip anterior da própria companhia, segundo a empresa.

A eficiência energética tornou-se uma preocupação central para as empresas de tecnologia que disputam espaço na construção de centros de dados. A demanda por eletricidade gerada pela IA pressiona as redes de energia e eleva os custos operacionais.

Cada rack de servidores – estrutura semelhante a um armário que abriga equipamentos em um centro de dados – comportará 96 chips, o dobro da capacidade anterior, e poderá processar até sete vezes mais trabalho, informou a Microsoft.

Os componentes de processamento do novo chip serão fabricados pela taiwanesa TSMC.

Em outra publicação, engenheiros da Microsoft afirmaram que um dos principais objetivos do projeto foi reduzir a energia desperdiçada na transferência de dados dentro dos próprios equipamentos. O problema ganha importância à medida que as ferramentas de IA passam a executar tarefas mais complexas.

Os sistemas utilizam principalmente refrigeração líquida, mas, segundo a empresa, também podem operar em centros de dados mais antigos que utilizam refrigeração a ar.

Leia mais: Microsoft lança nova geração de chip de IA e desafia vantagem da Nvidia

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