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Bad Bunny vira potência global e pode triplicar receita após o Grammy, avalia João Marcello Bôscoli

Publicado 04/02/2026 • 00:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Após o Grammy, a indústria da música entra em um ciclo de alta em streams, bilheteria e contratos publicitários, com aumento imediato da demanda por shows e conteúdo dos artistas vencedores.
  • Para João Marcello Bôscoli, o show ao vivo segue como principal motor financeiro do setor: “O epicentro é a apresentação ao vivo, sempre no que diz respeito ao faturamento, salvo contratos publicitários.”
  • Sobre Bad Bunny, o produtor avalia que o impacto ainda pode crescer: “Se ele quiser, o que a gente viu até agora pode estar no seu terço. Isso pode ficar três vezes maior.”

A temporada de grandes premiações funciona como um verdadeiro gatilho de negócios para a indústria da música. Mais do que a disputa por troféus, eventos como o Grammy Awards costumam gerar uma onda de atenção que rapidamente se transforma em aumento de buscas, alta nos streams, novos contratos publicitários e uma corrida por datas de shows. Para o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli, esse efeito vai muito além da vitrine artística e impacta diretamente o faturamento do show business.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Bôscoli afirmou que o impacto econômico das premiações está ligado, sobretudo, à capacidade de converter visibilidade em bilheteria.

“Uma turnê é algo que gera um faturamento muito grande. Se você juntar tudo isso e colocar o faturamento da bilheteria, é sempre bom lembrar que chama show business, não é à toa. O epicentro é a apresentação ao vivo, sempre no que diz respeito ao faturamento, salvo contratos publicitários”, afirmou.

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Segundo ele, embora streams e vendas digitais sejam relevantes para consolidar audiência, é o palco que sustenta a maior parte das receitas dos artistas.

“Mesmo que estivéssemos em 1991, quando você analisava a revista Billboard, tinha uma página que não tinha tanto destaque quanto as paradas de música, que eram as bilheterias. E muito cedo eu percebi que o que faturava um artista era o que eu via na minha casa, mas se confirmava ali. Uma turnê é algo que gera um faturamento muito grande.”

O Grammy deste ano reforçou também uma mudança de eixo cultural e de mercado, com maior protagonismo de artistas latinos, como o porto-riquenho Bad Bunny, destaque entre os vencedores da noite. Para Bôscoli, o fenômeno não é totalmente novo, mas ganha agora dimensão inédita.

“A música latina tem uma influência no mercado global há algum tempo. Quando a gente fala do jazz, ele já nasce com tempero do Caribe. Agora, na segunda metade do século XX, a partir da chegada do Elvis, dos Beatles, Michael Jackson, esse sistema estelar foi construído. Realmente é a primeira vez que a gente tem o gênero, porque a gente fala de reggaeton, essa batida que a gente ouve em todos os lugares do mundo quase hoje, é algo porto-riquenho.”

Ele avalia que a ascensão de um artista latino ao topo do maior prêmio da indústria representa um marco simbólico e comercial.

“Colocar uma figura como o Bad Bunny sentado no trono, como ele está, dentro dessa construção de imagem, da simbologia do Grammy, que é o Oscar da música, é algo realmente raríssimo. Eu acho que é a primeira vez que vejo a língua espanhola, das mais faladas no mundo, com esse protagonismo.”

O executivo também destacou que o tamanho do mercado doméstico pode, por si só, sustentar turnês altamente rentáveis, mesmo fora dos grandes centros tradicionais do entretenimento, como Nova York ou Las Vegas.

“O tamanho que ele tem no país dele é muito grande. Se amanhã um determinado artista que está no topo do mundo decide que a turnê inteira vai ser só no interior de São Paulo, você conseguiria fazer isso. Uma turnê é algo que gera um faturamento muito grande.”

No caso do cantor porto-riquenho, ele acredita que a estratégia de concentrar apresentações locais ajudou a fortalecer a base de fãs antes de uma expansão global.

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“Primeiro, tem um pronunciamento político nele. A ilha toda comprou essa bandeira dele e começaram a ir aos shows por uma razão extra, também como uma forma de protesto. Isso virou uma antessala, como se fosse numa música, um acorde de preparação para uma turnê global.”

Para Bôscoli, o potencial de crescimento ainda está longe do limite.

“Se ele quiser e a saúde dele permitir, uma turnê mundial é muito, muito puxada. Você fica um ano e meio viajando. Se ele quiser, o que a gente viu até agora pode estar no seu terço. Isso pode ficar três vezes maior. Ele virou realmente algo muito desejado.”

Na avaliação do produtor, é justamente essa combinação entre narrativa cultural, momento de mercado e visibilidade global que transforma premiações em catalisadores de receita para o setor, um ciclo em que reputação se converte rapidamente em contratos, ingressos esgotados e novos investimentos.

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