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A camisa de Pelé que virou “ouro” no mercado do futebol; veja
Publicado 29/06/2026 • 15:30 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 29/06/2026 • 15:30 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/FIFA
A camisa de Pelé que virou “ouro” no mercado do futebol; veja
A camisa usada por Pelé na conquista da Copa do Mundo de 1958 ganhou status de relíquia global e deve alcançar ao menos R$ 30 milhões em um leilão organizado pela Sotheby’s durante o período da Copa.
O valor impressiona, mas também ajuda a explicar um movimento crescente: o futebol deixou de ser apenas esporte e passou a ocupar espaço no mercado de colecionáveis de alto padrão, onde memória e raridade caminham lado a lado, segundo o Estadão.
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O preço da peça não se resume ao nome estampado nas costas. Pelo contrário, o que realmente pesa é o contexto histórico, a procedência e o estado de conservação. A camisa de 1958 simboliza o primeiro título mundial do Brasil e carrega um valor simbólico que atravessa gerações.
Nesse cenário, casas de leilão como a Sotheby’s enxergam esses itens como ativos culturais únicos, comparáveis a obras de arte. Além disso, a escassez também entra na equação: ou seja, quanto menor a oferta de peças originais e bem documentadas, maior o interesse do mercado.
Colecionadores e especialistas apontam que o futebol vive um processo de musealização. Camisas, chuteiras, ingressos e objetos de jogos passaram a representar narrativas completas, não apenas lembranças isoladas.
O colecionador Cassio Brandão, referência no setor, destaca que a exclusividade impulsiona o valor. Ele reforça que peças raras, quando bem preservadas, podem alcançar cifras comparáveis às do mercado de arte.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, muitos colecionadores evitam reduzir esses objetos apenas a dinheiro, já que cada item carrega uma história afetiva e cultural.
Em São Paulo, essa relação entre futebol e memória ganha forma em duas exposições. Nesse contexto, no Pátio Higienópolis, a mostra “Mantos Campeões” reúne camisas históricas da seleção brasileira e de outras equipes, conectando gerações de torcedores.
Já no Sesc Pompeia, a exposição “Colecionadores de Copas” amplia o olhar para além dos gramados e reúne álbuns, ingressos, brinquedos e objetos que marcaram diferentes Mundiais.
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Esses espaços mostram que a memória do futebol não vive apenas nos museus oficiais. Ela também se constrói na casa dos colecionadores, nas prateleiras pessoais e nos objetos guardados ao longo do tempo.
No fim, a camisa de Pelé deixa de ser apenas uma peça esportiva e se transforma em um símbolo de como o futebol pode se tornar patrimônio cultural e afetivo e, agora, também financeiro.
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