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Esportes

Corinthians admite risco de perder R$ 700 milhões em ações judiciais; entenda

Publicado 03/02/2026 • 11:20 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Corinthians apresentou uma nova proposta para quitar cerca de R$ 190 milhões em dívidas. A Justiça de São Paulo, seguindo parecer do Ministério Público, validou a proposta apresentada pelo clube.
  • Para a análise de viabilidade do cumprimento do RCE, o clube declarou a existência de R$ 510 milhões em ações com alto risco de perda. Esses processos continuam em andamento e, somados a outras disputas judiciais, podem causar um impacto financeiro milionário.
  • O Corinthians é alvo de processos envolvendo 156 credores, cuja soma ultrapassa os R$ 700 milhões. No entanto, como muitos ainda estão em andamento, são classificados apenas como perda “provável”, “possível” ou “remota”.
  • Em geral, trata-se de processos por cobrança de investidores, direitos de imagem, prestação de serviços e execuções contratuais.

Foto: divulgação/Meu Timão.

O Corinthians apresentou uma nova proposta para quitar cerca de R$ 190 milhões em dívidas. Na última terça-feira (27), a Justiça de São Paulo, seguindo parecer do Ministério Público, validou a proposta apresentada pelo clube no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE), em decisão da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.

Nesse sentido, a Justiça precisou analisar a viabilidade do cumprimento do RCE. Por isso, o clube declarou a existência de R$ 510 milhões em ações com alto risco de perda. Esses processos continuam em andamento e, somados a outras disputas judiciais, podem causar um impacto financeiro de R$ 700 milhões ou mais.

Entretanto, conforme explicado pelo Meu Timão, trata-se de uma estimativa que pode ou não se concretizar. 

Na prática, o plano aprovado será executado sob supervisão judicial, com a Laspro como administradora judicial, conforme indicado ao time pela Justiça. Dessa forma, os pagamentos são organizados sem risco de bloqueio de receita, além de garantir a previsibilidade financeira – sem paralisar demais atividades do Corinthians.

Leia também: Corinthians: por que o clube tem a bilheteria vinculada à Caixa Econômica Federal?

Por dentro das dívidas do Corinthians

Na proposta enviada, o Corinthians divide o processo em: perda remota, perda possível e perda provável. Com essas informações detalhadas e formalizadas, o clube reconhece o grau de seu endividamento. 

Em dezembro de 2025, o passivo total do alvinegro somava R$ 2,4 bilhões devido aos diversos valores e obrigações que o time tem em aberto, como: 

  • R$ 817 milhões em dívidas tributárias;
  • R$ 238 milhões em dívidas desportivas;
  • R$ 226 milhões em débitos trabalhistas;
  • R$ 93 milhões de FGTS;
  • R$ 360 milhões de dívidas cíveis;
  • e R$ 677 milhões referente ao financiamento da Neo Química Arena, pago à Caixa Econômica Federal

Ao incluir R$ 190 milhões no RCE, o Corinthians inicia o processo de pagamento de dívidas já executadas e aceitas pela Justiça. A quantia será paga de forma parcelada, a partir de março de 2026 e irá utilizar 4% da receita do clube em fevereiro. 

Já os R$ 510 milhões classificados como de “perda provável” ainda não integram o regime. Esse valor só poderá ser incluído no RCE caso os processos sejam convertidos em execuções, os credores solicitem a habilitação e a Justiça autorize a incorporação ao passivo.

R$ 700 milhões em processos judiciais?

O Corinthians é alvo de processos envolvendo 156 credores, fazendo que a soma dessas ações judiciais ultrapassem os R$ 700 milhões. No entanto, como muitos ainda estão em andamento, são classificados apenas como perda “provável”, “possível” ou “remota”. 

Em geral, trata-se de processos por cobrança de investidores, direitos de imagem, prestação de serviços e execuções contratuais. A título de exemplo, há: 

  • R$ 300 milhões em dívidas com agentes de ex-jogadores;
  • R$ 300 milhões de débitos com órgãos públicos;
  • R$ 10 milhões de dívida com a produtora Warner/Chappel e a família de Tim Maia;
  • R$ 16 milhões por descumprir a compensação ambiental do Centro de Treinamento Dr. Joaquim Gava, no Parque Ecológico do Tietê;
  • R$ 1,2 milhão por um acidente de trânsito com uma Kombi da escolinha do Corinthians;
  • R$ 22 milhões envolvendo a reintegração de posse de um imóvel liquidado anteriormente;

Junto a isso, há ainda uma ação do Ministério Público – não detalhada pelo Meu Timão – que pode exigir R$ 40 milhões do clube paulista. 

Ademais, há ainda outros casos com valores não divulgados. Entre eles, há uma ação por um projeto de plantio de árvores firmado em 2001, mas nunca cumprido. Por isso, a Fazenda do Estado de São Paulo executou o clube com multas e bloqueios que, segundo o Meu Timão, atinge valores milionários. 

Além disso, há também um pedido de indenização de uma torcedora. Isso porque ela foi constrangida ao tentar reaver o valor de um ingresso de um jogo suspenso durante a pandemia de Covid-19. Nesse caso, o clube paulista já está cumprindo a sentença.

Agora, o Corinthians admite no RCE que sua situação financeira passa por uma fase crítica, que exige uma reestruturação profunda para sair do endividamento.

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