Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
‘Come to Brazil’: Do sonho de ver grandes artistas à parada obrigatória da música mundial
Publicado 04/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas
Nintendo Switch torna-se o console mais vendido da história da gigante dos games
Ações de terras raras disparam após Trump lançar estoque estratégico de US$ 12 bilhões
Moltbook, rede social para agentes de IA, entusiasma Elon Musk
Disney supera expectativas de Wall Street impulsionada por parques temáticos e streaming
Elon Musk avança na junção de suas empresas SpaceX e xAI, antes de um possível IPO
Publicado 04/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
‘Come to Brazil’: Do sonho de ver grandes artistas à parada obrigatória da música mundial
“Come to Brazil!” era a frase que mais aparecia na sessão de comentários nos perfis de redes sociais dos maiores artistas internacionais no início dos anos 10. Qualquer postagem abria brecha para uma invasão de fãs brasileiros pedindo a presença do ídolo em solo tupiniquim. Hoje, o país é o segundo maior mercado mundial de grandes shows.
A principal barreira sempre foi o câmbio. Com o dólar nas alturas, ficava inviável pagar cachês e estruturas milionárias e ainda obter lucro. No entanto, as grandes produtoras de shows e festivais acertaram a mão e tornaram o Brasil o segundo maior mercado de música ao vivo do planeta, só atrás dos Estados Unidos, berço do showbiz.
Segundo dados do relatório “Global Entertainment & Media Outlook”, da PwC/Live Entertainment, a receita do setor cresceu 6,7% no Brasil em 2024, totalizando US$ 51,7 bilhões. O resultado superou a média de crescimento global, de 5,5%. A consultoria projeta um crescimento anual médio de 4,4% no país, contra 3,7% na média mundial.
“O setor continuará crescendo de forma constante em meio a mudanças tecnológicas profundas e ao engajamento mais intenso dos usuários. Com isso, o avanço do setor deve superar o da economia como um todo, e US$ 12 bilhões em novas receitas serão adicionados até 2029 no mercado brasileiro (US$ 577 bilhões globalmente)”, afirma o relatório.
Leia também: Entenda como o Carnaval de 2026 deve impulsionar varejo, com alta de até 5% nas vendas
Um dos maiores exemplos da força do “Come to Brazil” nesta nova era foi System of a Down, em 2025. Após um longo período sem turnês mundiais expressivas, a banda escolheu estádios brasileiros para apresentações históricas, esgotando ingressos em minutos. Além disso, Bruno Mars, em setembro de 2023, desembarcou no país e presenteou os fãs com o hit “Come to Brazil”, e a banda The Offspring também seguiu esse movimento, criando uma música para os fãs brasileiros com o mesmo tema, em 2024.
Se antes os pedidos nas redes sociais eram apenas “memes” ou uma vã esperança de ver de perto o artista favorito, a indústria nacional de entretenimento tratou de virar o jogo e colocar o Brasil na rota obrigatória de toda turnê mundial.
Esse movimento foi impulsionado por grandes festivais e pelo trabalho de produtoras como Time For Fun, 30e, Live Nation e Rock World, que recalibraram a rota internacional em direção ao hemisfério Sul.
Os shows lotados no Brasil nos últimos anos consolidaram o país como parte do planejamento inicial das grandes turnês globais, o chamado “First Tier”, deixando de ser tratado como um anexo de final de rota.
Ao mesmo tempo, a expansão de festivais itinerantes e de shows em estádios fora do eixo Rio–São Paulo, em cidades como Curitiba, Porto Alegre e Recife, evidenciou uma infraestrutura capilarizada capaz de receber produções de grande porte.
Esse movimento também foi reforçado por retornos históricos de artistas como AC/DC, System of a Down e Harry Styles, que quebraram hiatos de décadas e confirmaram o Brasil como um dos destinos mais lucrativos do circuito internacional.
Outro indicador importante do sucesso do Brasil no mundo da música são as datas extras. Artistas de grande apelo anunciam uma data de show e, se houver demanda, já têm uma ou duas datas disponíveis para apresentações adicionais, aumentando ainda mais o faturamento. Isso aconteceu com AC/DC e Harry Styles em 2026, com ingressos e datas extras esgotados em poucas horas.

Um dos grandes responsáveis por reacender um movimento que parecia adormecido foi o I Wanna Be Tour. Ao focar no pop punk e no emo, o festival provou que gêneros de nicho possuem uma base fiel e altamente lucrativa. O sucesso abriu caminho para que a produtora 30e investisse em experiências imersivas, trazendo de volta bandas que marcaram gerações e estavam há anos longe dos palcos brasileiros, criando um novo padrão de consumo para o fã de rock e incentivando outras bandas a tocarem no Brasil, como My Chemical Romance, que fará shows em São Paulo nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026.
Seguindo essa trilha, Avenged Sevenfold elevou a experiência de shows no Allianz Parque em janeiro de 2026. Diferentemente de apresentações em festivais como o Rock in Rio, onde o setlist é reduzido, no estádio a banda entregou a experiência visual completa: duas horas e dez minutos de uma catarse coletiva. Clássicos como “A Little Piece of Heaven”, “Nightmare” e “Unholy Confessions” foram entoados por um mar de fãs que, em diversos momentos, cantava mais alto que a própria banda. O grupo também foi confirmado para a edição de 2026 do Rock in Rio, ao lado do Bring Me the Horizon.
Com a Live Nation e a 30e – agora em um movimento de fusão bilionária – dominando a operação desses grandes espetáculos, o Brasil não apenas “aparece” no mapa: ele dita o ritmo do entretenimento na América Latina. O “Come to Brazil” finalmente foi atendido em sua plenitude.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
2
American Express contesta lista da Fictor e nega crédito de R$ 893 milhões em recuperação judicial
3
Caso Fictor acende alerta e levanta temor de nova onda de recuperações judiciais em 2026
4
Quem é a Pátria Investimentos, gestora bilionária no centro de questionamentos sobre liquidez
5
De Palmeiras a Augusto Cury: veja quem são os credores da Fictor, que pediu recuperação judicial