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Poder transformador do cinema é foco do Festival de Berlim
Publicado 12/02/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 12/02/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 horas
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Wikimedia Commons
Festival de Berlim
O presidente do júri do Festival de Cinema de Berlim, Wim Wenders, exaltou nesta quinta-feira (12) o poder do cinema de “mudar o mundo” na abertura da 76ª edição do evento, prometendo uma seleção eclética de filmes que refletem as turbulências atuais.
A Berlinale é o primeiro grande festival internacional do calendário anual do cinema e tem reputação de programação atual e progressista. A edição deste ano ocorre em meio a tensões internacionais, à repressão sangrenta aos protestos no Irã e às ameaças globais aos direitos humanos.
Falando ao lado de outros membros do júri em uma coletiva de imprensa, Wenders, um dos diretores alemães mais celebrados, afirmou que “os filmes podem mudar o mundo”, mas ponderou que “nenhum filme realmente mudou a ideia de qualquer político”.
“Podemos mudar a ideia que as pessoas têm sobre como devem viver”, disse Wenders, que recebeu um Urso de Ouro honorário no festival em 2015, em reconhecimento a uma carreira ilustre iniciada nos anos 1970. No entanto, ao ser questionado sobre o apoio da Alemanha a Israel, apesar das acusações de genocídio em Gaza feitas por grupos de direitos humanos, Wenders declarou: “Temos que ficar fora da política.”
“Somos o oposto da política, temos que fazer o trabalho das pessoas, não o trabalho dos políticos”, afirmou.
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O filme de abertura do festival, “No Good Men”, da diretora afegã nascida no Irã Shahrbanoo Sadat, conta a história de Naru, repórter de uma emissora de TV em Cabul que enfrenta uma separação conturbada do marido e passa a questionar cada vez mais suas crenças sobre os homens.
O filme se passa nos dias que antecederam a tomada de poder pelo Talibã, em 2021, fato que levou a própria Sadat a deixar o país. Ela atualmente vive em Hamburgo. Sadat, que também interpreta a protagonista Naru, disse à AFP que ficou encantada e “surpresa” por ter sido escolhida para abrir o festival.
Cineastas afegãos estão “tentando entender o que significa ser os contadores das nossas próprias histórias”, disse Sadat. “Então acho que, para o jovem cinema afegão, é realmente uma grande oportunidade”, finalizou.
Em comparação com Cannes ou Veneza, Berlim atrai menos grandes produções com elencos repletos de estrelas de primeira linha. Mas isso não significa ausência de nomes de peso na programação.
“The Weight” reúne Russell Crowe e Ethan Hawke na história de um homem forçado a contrabandear ouro pela natureza hostil do Oregon rural durante a Grande Depressão, depois da quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Na competição oficial, um dos filmes mais aguardados é “Rosebush Pruning”, do favorito da Berlinale Karim Aïnouz, descrito como “uma sátira mordaz sobre o absurdo da família patriarcal tradicional”. O elenco conta com Elle Fanning, Callum Turner, Jamie Bell e Pamela Anderson, que devem ser alguns dos destaques do tapete vermelho de sábado.
Leia também: Dirigido por brasileiro, “Rosebush Pruning” vai disputar Urso de Ouro no Festival de Berlim
A atriz alemã Sandra Hüller, que recebeu aclamação internacional por seus papéis em “Anatomia de uma Queda” e “Zona de Interesse”, estrela “Rose”, de Markus Schleinzer, no qual interpreta uma mulher que se passa por um soldado retornando a uma vila alemã no início do século XVII.
Também na competição, Amy Adams estrela como uma mulher que deixa a reabilitação e confronta traumas do passado em “At the Sea”, de Kornel Mundruczo, enquanto em “Josephine”, de Beth de Araujo, Channing Tatum interpreta o pai de uma criança traumatizada por presenciar um crime violento.
A cerimônia de abertura do festival é nesta quinta-feira (12), e homenageará a atriz malaia Michelle Yeoh, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2023 por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”.
Mais de 200 filmes serão exibidos ao longo dos 10 dias do festival, dos quais 22 concorrem ao prêmio máximo, o Urso de Ouro, vencido no ano passado pelo diretor norueguês Dag Johan Haugerud com o filme “Dreams”.
Assim como no ano passado, cerca de 40% dos filmes exibidos no festival são dirigidos por mulheres, incluindo nove dos 22 longas em competição oficial.
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