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ATP prevê US$ 350 milhões em remuneração e anuncia mudanças no ranking a partir de 2028
Publicado 16/10/2026 • 19:29 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/10/2026 • 19:29 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Peter Staples/ATP Tour
A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) planeja promover uma ampla reformulação no circuito masculino a partir de 2028. O pacote de medidas prevê alterações no sistema de pontuação do ranking mundial, ajustes no calendário de competições e mudanças nos formatos de disputa, além de ampliar os recursos financeiros destinados aos jogadores.
A entidade projeta elevar a remuneração anual dos atletas para US$ 350 milhões (R$ 1,75 bilhão), sem contabilizar as premiações dos quatro torneios do Grand Slam. A proposta faz parte de uma estratégia para fortalecer a estrutura profissional do tênis, valorizar o desempenho nos principais eventos e tornar a temporada menos desgastante.
O investimento central da ATP em remuneração e benefícios deverá superar US$ 100 milhões (R$ 500 milhões) por ano a partir de 2028. Esse valor será adicional aos prêmios pagos diretamente pelos torneios e à participação dos jogadores na divisão de receitas de determinadas competições.
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Entre as principais medidas financeiras está a ampliação do fundo de bônus da entidade, que passará de US$ 21,5 milhões (R$ 107,5 milhões) para US$ 50 milhões (R$ 250 milhões). A iniciativa busca recompensar os tenistas que concentram sua participação nos eventos de maior relevância do calendário.
Outro mecanismo previsto é a criação de um bônus anual de US$ 25 milhões (R$ 125 milhões) destinado aos 250 primeiros colocados do ranking mundial. O recurso deverá contribuir para despesas relacionadas à manutenção da carreira, como viagens e logística. O projeto também contempla o sistema de previdência dos atletas. A ATP prevê destinar aproximadamente US$ 30 milhões (R$ 150 milhões) por ano ao fundo de pensão e aposentadoria, beneficiando cerca de 300 jogadores a cada temporada.
A reformulação do sistema de pontuação deverá aumentar a importância dos resultados conquistados nas competições de maior expressão. A intenção é diminuir a dependência de uma agenda extensa de torneios para manter ou melhorar a posição no ranking.
Com o novo modelo, a entidade pretende reduzir o incentivo à participação consecutiva em competições como forma de compensar resultados abaixo do esperado. A expectativa é que os jogadores tenham mais condições de administrar suas programações e preservar a preparação física ao longo do ano.
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O debate sobre o desgaste dos atletas ganhou relevância diante das ausências provocadas por lesões durante a temporada. Carlos Alcaraz enfrentou um afastamento superior a quatro meses em razão de um problema no punho, enquanto Jannik Sinner encerrou antecipadamente sua campanha em 2026 após sofrer uma lesão no joelho direito.
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Siga o Times | CNBCO brasileiro João Fonseca também esteve entre os nomes que perderam competições por questões físicas. Além do impacto sobre a carreira dos jogadores, as baixas de atletas de destaque afetam a projeção comercial e o interesse do público nos torneios. Ao incentivar uma distribuição mais equilibrada das competições e valorizar os principais resultados, a ATP busca criar condições para que suas estrelas cheguem aos eventos mais importantes em melhores condições físicas. A medida também pretende ampliar as oportunidades de o público acompanhar os principais nomes do circuito.
A reorganização da temporada prevê semanas específicas para diferentes categorias de torneios. A proposta pretende tornar o calendário mais compreensível e facilitar o planejamento dos tenistas, sem retirar deles a liberdade de definir suas próprias programações.
A estrutura também acompanhará a expansão da categoria Masters 1000, a mais importante do circuito regular abaixo dos Grand Slams. A partir de 2028, o calendário deverá contar com dez torneios desse nível, incluindo uma nova competição na Arábia Saudita.
Para Andrea Gaudenzi, presidente da ATP, a proposta procura aproximar os interesses esportivos e financeiros do circuito.
“Os jogadores permanecem livres para construir suas próprias programações, e os maiores torneios do esporte são onde a competição mais forte, os pontos de classificação e as recompensas financeiras se unem. Ao alinhar a remuneração, os rankings e o calendário mais de perto, podemos ajudar os jogadores a terem o melhor desempenho nos maiores palcos e dar aos fãs mais chances de vê-los lá”, afirmou o dirigente.
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As competições de duplas também estão incluídas no plano de revisão estrutural. A ATP estuda alterações nos formatos de disputa e na organização das chaves para redefinir o espaço da modalidade dentro do circuito profissional.
De acordo com o projeto preliminar, eventuais cortes nas premiações das duplas serão integralmente direcionados a jogadores de simples que disputam as fases classificatórias e as primeiras rodadas dos torneios. A proposta prevê realocar recursos dentro do circuito, com o objetivo de ampliar o apoio financeiro aos atletas que ainda buscam consolidar sua presença nas principais competições.
As mudanças integram a próxima etapa do plano estratégico OneVision, iniciativa da ATP voltada à evolução da estrutura comercial e esportiva do tênis masculino. O pacote deverá passar por discussões com os conselhos de jogadores e de torneios antes de chegar à versão definitiva. A meta da entidade é apresentar a proposta final para aprovação durante as reuniões de encerramento da temporada, em Turim.
Se implementadas conforme o planejamento, as reformas representarão uma mudança abrangente na organização do circuito a partir de 2028, envolvendo desde a distribuição de receitas até os critérios de valorização dos resultados e a estrutura do calendário.
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