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Esporte ganha espaço como ativo de investimento e atrai capital para novos negócios
Publicado 24/09/2026 • 15:16 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 24/09/2026 • 15:16 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
O esporte vem ampliando seu espaço como ativo de investimento e atraindo capital de fundos, empresas e investidores interessados no potencial de crescimento da indústria. No Brasil, esse movimento ganhou força com mudanças regulatórias e com a profissionalização da gestão de clubes.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Luiz Juliano, sócio da OutField, explicou que o crescimento das receitas do setor tem aumentado o interesse de investidores institucionais. Segundo ele, a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) também contribuiu para aproximar o esporte do mercado de capitais. A CVM reconhece instrumentos como fundos de investimento, debêntures e securitização para financiar SAFs.
Para Juliano, a gestão profissional ainda é um dos principais pontos de evolução do futebol brasileiro. A SAF pode facilitar a entrada de capital, mas não resolve sozinha questões relacionadas à administração financeira e à governança dos clubes.
Na análise de um clube como ativo, o executivo aponta dois fatores centrais: a capacidade de geração de receita e a gestão dessa geração de valor. Clubes com grandes torcidas podem explorar o consumo direto dos fãs, enquanto outras equipes têm como principal ativo a formação de jogadores. O Brasil, segundo Juliano, se destaca justamente pela capacidade de desenvolver atletas para o mercado nacional e internacional.
“Você tem os clubes onde isso talvez não seja a principal linha e o que mais se sobressai é a capacidade de formação de atletas”, afirmou.
Fora do futebol, Juliano vê oportunidades principalmente para investidores dispostos a participar da construção e profissionalização de novas ligas e produtos esportivos. O modelo das ligas americanas aparece como uma referência para esse processo.
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Siga o Times | CNBCSegundo o executivo, o capital interessado no esporte brasileiro precisa ter uma visão de longo prazo, acompanhando a evolução da indústria antes de sua maturação. A OutField atua no segmento de investimentos em esporte e entretenimento e possui operações de equity e dívida voltadas ao setor. A empresa tinha cerca de R$ 700 milhões sob gestão em 2025 e projetava chegar a R$ 2,5 bilhões até 2030.
Juliano também comparou o potencial brasileiro ao desenvolvimento da NBA. Segundo ele, a liga americana recebeu entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões em investimentos diretos ao longo de aproximadamente 35 a 40 anos. Para o executivo, o Brasil pode atrair uma parcela relevante desse tipo de capital nas próximas décadas, desde que avance em governança, organização e profissionalização do produto.
A padronização das competições também aparece como um dos pontos necessários para ampliar o valor do esporte brasileiro. Juliano defendeu uma direção mais definida para as ligas, além da profissionalização de funções ligadas diretamente às partidas.
“O que a gente tem que fazer é padronizar o produto, melhorar o produto”, afirmou.
A combinação entre gestão profissional, formação de atletas, organização das competições e capacidade de gerar receitas pode ampliar a participação do capital institucional no esporte. O movimento ocorre enquanto SAFs e outros modelos empresariais aproximam clubes brasileiros de estruturas tradicionais do mercado de investimentos.
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