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Grandes eventos de luta impulsionam expansão do mercado de esportes de combate no Brasil
Publicado 08/10/2026 • 15:30 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 08/10/2026 • 15:30 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O mercado de esportes de combate ganhou espaço além dos ringues e academias e passou a movimentar uma cadeia que envolve eventos, mídia, tecnologia, equipamentos, marcas e entretenimento. Para Leandro Longo, CEO da Maximum Boxing, a profissionalização das competições e a expansão das transmissões digitais estão entre os principais fatores por trás desse movimento.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Longo afirmou que a evolução das redes sociais e das transmissões ao vivo tornou os eventos de luta mais acessíveis e ajudou a ampliar o público. Segundo ele, a possibilidade de acompanhar as competições pelo celular e pela internet contribuiu diretamente para o crescimento da audiência.
“Hoje quase todo mundo tem um celular na mão e uma internet para poder assistir ao evento”, afirmou. Para o executivo, as lives se tornaram um dos principais instrumentos para levar os esportes de combate a uma audiência maior.
A expansão do setor também está relacionada à diversificação do público. Segundo Longo, as artes marciais passaram a atrair pessoas com diferentes objetivos, desde atletas profissionais até crianças, idosos e mulheres interessadas em condicionamento físico, saúde e defesa pessoal.
O executivo avalia que a presença de grandes ídolos brasileiros nos esportes de combate também contribui para esse processo. A visibilidade dos atletas em competições internacionais estimula novos praticantes e aumenta o interesse pelas modalidades.
A profissionalização das academias e a ampliação do público são movimentos que já vêm sendo observados no mercado. Em entrevista anterior ao Times Brasil, Longo destacou que as modalidades passaram a alcançar públicos interessados não apenas em competição, mas também em saúde, bem-estar, autoestima e condicionamento físico.
Para Longo, o crescimento dos eventos também muda a relação entre esportes de combate e patrocinadores. A estrutura das competições evoluiu e transformou as lutas em experiências de entretenimento capazes de reunir diferentes perfis de consumidores.
“Não é apenas investir num nicho específico. A gente consegue trazer um grande mix de pessoas para dentro do evento”, afirmou.
Essa diversificação amplia as possibilidades comerciais para as marcas, que podem utilizar os eventos para relacionamento com consumidores, exposição e associação de imagem. O mercado também se conecta à cadeia de equipamentos esportivos, segmento em que a própria Maximum Boxing atua.
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Siga o Times | CNBCA empresa foi criada por Leandro Longo e Rogério Tejeda com foco no desenvolvimento de produtos para esportes de combate e também atua na produção e promoção de eventos esportivos.
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A sétima edição do Maximum Fight é apontada por Longo como exemplo desse crescimento. O evento, realizado em São Paulo, tinha expectativa de reunir 7 mil pessoas no ginásio e alcançar mais de 6 mil espectadores simultâneos na transmissão pelo YouTube.
Segundo o CEO, os ingressos foram esgotados em duas semanas, levando a organização a buscar novos espaços para as próximas edições. A programação reúne diferentes modalidades de combate, como boxe, muay thai e MMA, em uma proposta que busca aproximar os públicos das diferentes disciplinas.
Longo também destacou que, ao longo das sete edições, o evento não registrou episódios de conflito entre os espectadores. Para o executivo, a proposta é transformar a competição em uma experiência de entretenimento e celebração dos esportes de combate.
A avaliação do executivo é que o avanço da mídia digital, a profissionalização dos eventos e a entrada de novos públicos criam oportunidades para a expansão do setor no Brasil.
O movimento também aparece na procura por atividades de combate. Levantamentos divulgados pela própria Maximum Boxing apontam crescimento do interesse por modalidades como muay thai, boxe e jiu-jítsu, enquanto a empresa também identifica uma maior participação feminina nas práticas.
Para Longo, a combinação entre atletas, academias, eventos, plataformas digitais e marcas pode transformar os esportes de combate em um mercado cada vez mais amplo, com potencial para ultrapassar o público tradicional das lutas.
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