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Futebol feminino fecha patrocínios de até cinco anos e ainda busca naming rights, diz CSO da FSports

Publicado 08/10/2026 • 14:55 | Atualizado há 30 minutos

KEY POINTS

  • Competições nacionais de futebol feminino já têm sete patrocinadores com contratos que variam de dois a cinco anos.
  • FSports ainda negocia três cotas de patrocínio e uma oportunidade de naming rights para as competições.
  • Modelo comercial prioriza ativações, experiências e relacionamento com o público, além da exposição tradicional das marcas.

As principais competições nacionais de futebol feminino já têm sete patrocinadores com contratos de longo prazo, que variam de dois a cinco anos, afirmou Mônica Esperidião, CSO da FSports, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo a executiva, a estratégia envolve o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Supercopa feminina e busca transformar os acordos comerciais em relações mais duradouras, com ativações, experiências e ações de relacionamento além da exposição das marcas.

“Todos os nossos patrocinadores entraram de no mínimo dois anos até cinco anos”, afirmou.

A FSports ainda trabalha para fechar outras três cotas de patrocínio e uma de naming rights até o fim deste ano, segundo Esperidião.

Leia também: Petrobras assume naming rights e impulsiona busca por novos patrocinadores na Brasil Ladies Cup

Sete patrocinadores já fecharam acordos

Esperidião afirmou que o trabalho de prospecção de patrocinadores para as competições nacionais começou há cerca de um ano e meio.

Entre as marcas que fecharam acordos estão Hyundai, Uber, Amazon, Sicoob, Monange e Coca-Cola.

Segundo a executiva, Hyundai, Uber e Amazon já haviam entrado antes da conclusão da participação brasileira na Copa do Mundo masculina. Sicoob, Monange e Coca-Cola tiveram seus acordos concluídos nas semanas seguintes à eliminação da seleção.

Ela ressaltou, porém, que as conversas com essas empresas já estavam em andamento.

“Demonstrando que o interesse realmente está aí”, afirmou.

Para Esperidião, os acordos mostram que marcas de diferentes setores estão olhando para o futebol feminino como uma plataforma de negócios capaz de sustentar relações comerciais mais longas.

Contratos vão além da exposição de marca

A executiva diferenciou a simples exposição de uma empresa em placas ou uniformes de um contrato de patrocínio mais amplo.

Segundo ela, os acordos fechados pela FSports incluem visibilidade, ativações presenciais e digitais, ingressos e oportunidades de relacionamento com clientes e parceiros.

“Não é só visibilidade, mas também ter essa possibilidade de ativações que também trazem outros resultados de retorno para a marca”, afirmou.

Esperidião citou como exemplo a Hyundai, que expôs um veículo no estádio e premiou a melhor jogadora das finais com um carro.

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A Uber, por sua vez, desenvolveu uma ação ligada à mobilidade, levou a taça do Campeonato Brasileiro em um veículo da plataforma e disponibilizou cupons de desconto para o deslocamento de torcedores ao jogo.

As empresas também puderam convidar clientes e parceiros estratégicos e promover experiências relacionadas às partidas.

Futebol feminino abre espaço para experiências

Na avaliação de Esperidião, o futebol feminino oferece às marcas flexibilidade para desenvolver ações que aproximem patrocinadores e público.

“O futebol feminino também não é só uma plataforma para ter visibilidade, e sim uma plataforma de experiência”, afirmou.

Segundo ela, o público da modalidade demonstra interesse em participar mais de perto das experiências proporcionadas pelas competições, o que amplia as possibilidades comerciais para os patrocinadores.

Essa característica permite que as marcas explorem o investimento para além da exposição de logotipos, usando os campeonatos também como ferramenta de relacionamento e ativação.

Final do Brasileiro reforçou potencial comercial

Esperidião destacou a final do Campeonato Brasileiro feminino como exemplo do potencial desse modelo.

Segundo ela, além da presença de público e da audiência, todas as marcas patrocinadoras realizaram algum tipo de ativação durante a decisão, seja presencialmente ou em plataformas digitais.

A executiva afirmou que esse envolvimento é relevante porque mostra que as empresas estão utilizando os contratos como parte de estratégias mais amplas de marketing.

Para ela, a atuação das marcas na final reforçou a capacidade do futebol feminino de funcionar não apenas como espaço publicitário, mas como plataforma para experiências com consumidores.

FSports ainda busca três cotas e naming rights

Mesmo com sete patrocinadores já contratados, Esperidião afirmou que ainda há espaço para ampliar o número de parceiros das competições nacionais.

A FSports trabalha atualmente com três cotas disponíveis nos mesmos moldes dos acordos já fechados.

A empresa também busca um parceiro para os naming rights das competições e pretende concluir essa negociação até o fim do ano.

A estratégia, segundo a executiva, continuará priorizando contratos de longo prazo e marcas interessadas em usar o futebol feminino para desenvolver ações de relacionamento e experiências com o público.

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