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Patrocínios na base do futebol avançam com presença de jovens talentos nas redes sociais, aponta executivo

Publicado 12/10/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Alexandre Vasconcelos, gerente regional da Flashscore no Brasil, afirma que as marcas buscam identificar talentos do futebol cada vez mais cedo para construir relações comerciais de longo prazo.
  • As redes sociais ampliaram a visibilidade de jogadores das categorias de base e passaram a influenciar as estratégias de patrocínio esportivo.
  • O executivo ressalta que contratos com crianças exigem responsabilidade de pais, agentes e marcas durante o processo de formação dos atletas.

As marcas esportivas têm antecipado a busca por talentos do futebol e ampliado a aproximação com jogadores ainda nas categorias de base. A estratégia, que antes dependia principalmente da observação de partidas e do potencial de desempenho dos atletas, passou a incorporar a visibilidade nas redes sociais como parte da construção de imagem e da relação com consumidores.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, Alexandre Vasconcelos, gerente regional da Flashscore no Brasil, afirmou que a transformação digital mudou a maneira como as empresas identificam jovens promessas e planejam contratos de patrocínio. O executivo também destacou que a aproximação com crianças e pré-adolescentes exige cuidados durante a formação esportiva.

Historicamente, empresas como Nike e Adidas procuravam estabelecer vínculos com jogadores promissores antes de sua chegada ao futebol profissional.

A intenção era acompanhar o desenvolvimento dos atletas e garantir uma relação comercial duradoura caso eles alcançassem destaque na carreira.

Exemplos como os de Neymar e Rodrygo, que assinaram contratos com a Nike aos 13 e 11 anos, respectivamente, ilustram a busca antecipada por talentos. Nos últimos anos, porém, a presença digital dos jovens acrescentou uma nova dimensão a esse processo.

“Agora o jogo é completamente outro”.

Segundo o executivo, jogadores das categorias de base passaram a construir sua própria audiência nas redes sociais, com canais e conteúdos que ampliam a exposição para além dos jogos.

Essa visibilidade pode ajudar a atrair patrocinadores e também chamar a atenção de observadores técnicos e de outros profissionais do futebol.

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“Existe todo um trabalho hoje de construção de imagem desde muito cedo”.

A mudança faz com que a avaliação comercial dos jovens atletas considere tanto o potencial esportivo quanto a capacidade de influenciar públicos. As marcas podem estabelecer relações com jogadores antes de eles alcançarem o futebol profissional e desenvolver uma conexão com consumidores que acompanham suas trajetórias.

Vasconcelos avalia que a estratégia combina uma prática antiga do mercado esportivo com as possibilidades abertas pelas plataformas digitais.

As empresas continuam buscando talentos antes que eles se consolidem profissionalmente, mas agora também consideram o alcance desses atletas nas redes sociais.

A influência digital também pode impactar as decisões de consumo. Jovens que acompanham atletas nas redes sociais podem se inspirar neles na escolha de chuteiras, camisas e outros artigos esportivos, criando uma conexão comercial entre a imagem do jogador e a marca patrocinadora.

“O digital faz parte dessa conta inegavelmente”, disse Vasconcelos, ao destacar que a influência dos atletas sobre outros jovens pode contribuir para a decisão de compra.

Apesar das oportunidades comerciais, o executivo ressaltou que a contratação de crianças exige atenção especial. A construção de uma imagem pública e a participação em acordos com marcas podem começar antes da adolescência, o que aumenta a responsabilidade de familiares, agentes e empresas envolvidos.

“Uma coisa que eu já trago de largada […] é que a gente olha como atletas de alto desempenho em potencial, mas elas são crianças e sempre tem que ser feito com responsabilidade”.

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