CNBC

CNBCPorsche revela o protótipo Mission S, que antecipa nova identidade de design

TIMES | CNBC SPORTS

República Democrática do Congo condena decisão da Fórmula 1 de realizar corrida em Ruanda

Publicado 15/10/2026 • 21:24 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • A realização de um Grande Prêmio de Fórmula 1 em Ruanda gerou críticas da República Democrática do Congo e reacendeu tensões entre os países vizinhos.
  • A disputa envolve questões diplomáticas e acusações relacionadas ao conflito no leste congolês.
  • A escolha da sede da corrida também levanta discussões sobre o papel do esporte na imagem internacional dos países e a origem dos recursos utilizados no evento.
Carro de Fórmula 1

Foto: Reuters

A possível realização de um Grande Prêmio de Fórmula 1 em Ruanda gerou críticas do governo da vizinha República Democrática do Congo (RDC). Na quinta-feira, a ministra das Relações Exteriores congolesa, Therese Kayikwamba Wagner, afirmou que a iniciativa pode favorecer a imagem internacional do presidente ruandês, Paul Kagame, a quem classificou como um líder autoritário.

O anúncio da futura corrida foi feito na terça-feira, durante um encontro entre Kagame, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem. De acordo com a categoria, a prova deverá ocorrer no início da década de 2030, em um circuito que ainda será construído em Bugesera, nas proximidades da capital ruandesa, Kigali. A África não recebe uma etapa da Fórmula 1 desde 1993.

Leia mais: Fórmula 1 volta à África após mais de 30 anos com GP em Ruanda

A reação congolesa está relacionada às tensões entre os dois países africanos. A República Democrática do Congo, os Estados Unidos e especialistas das Nações Unidas acusam Ruanda de apoiar o grupo rebelde M23, que atua no leste congolês. O governo ruandês nega as acusações e afirma que suas medidas de segurança são necessárias para se proteger de grupos armados que operam em território vizinho.

Segundo Kayikwamba Wagner, autoridades da Fórmula 1 já haviam sido alertadas sobre a questão em fevereiro de 2025. Na ocasião, a ministra afirmou ter comunicado a Domenicali que a realização da corrida em Ruanda seria moralmente indefensável.

Embora tenha defendido o retorno da categoria ao continente africano, a chanceler argumentou que a escolha de Ruanda poderia beneficiar politicamente Kagame, diante das acusações relacionadas ao conflito na República Democrática do Congo. A ministra também declarou que seu país apoia a iniciativa da África do Sul de receber uma etapa da competição, em alternativa ao projeto ruandês.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Além das críticas políticas, o governo congolês cobrou garantias de que o financiamento da corrida não envolva recursos provenientes de minerais associados a conflitos ou da exploração de riquezas naturais da República Democrática do Congo.

Para Kayikwamba Wagner, a decisão sobre a sede do Grande Prêmio representa uma oportunidade para a Fórmula 1 demonstrar os valores que pretende defender internacionalmente. A oposição congolesa a iniciativas de promoção internacional de Ruanda não é inédita. O país já criticou acordos de patrocínio firmados pelo governo ruandês com grandes clubes europeus de futebol, utilizados para ampliar a visibilidade da marca nacional.

Sanções americanas aumentam a pressão

Em março, os Estados Unidos aplicaram sanções às Forças de Defesa de Ruanda e a quatro oficiais de alta patente, sob a acusação de apoio aos rebeldes do M23 no leste da República Democrática do Congo.

Leia mais: Brasileiro Rafael Câmara é anunciado como piloto da Haas na Fórmula 1 a partir de 2027

O governo ruandês contestou as medidas, classificando-as como unilaterais e afirmando que elas apresentam uma visão distorcida da realidade do conflito.A disputa sobre a futura etapa da Fórmula 1, portanto, vai além do calendário esportivo e envolve questões diplomáticas, acusações relacionadas à segurança regional e preocupações sobre a origem dos recursos que poderão financiar o evento.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo é um oferecimento de Lenovo

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM TIMES | CNBC SPORTS