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“Uma coisa é aparecer, outra é gerar negócio”, diz CEO da Hitmap sobre Mbappé e On
Publicado 02/10/2026 • 14:23 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 02/10/2026 • 14:23 | Atualizado há 43 minutos
KEY POINTS
A decisão de Kylian Mbappé de encerrar uma parceria de quase duas décadas com a Nike e se associar à On, marca suíça de artigos esportivos, representa uma mudança no modelo de negócios entre atletas e patrocinadores. Além da remuneração pelo contrato, o atacante do Real Madrid passa a integrar o quadro de acionistas da empresa, aproximando sua atuação comercial das decisões e dos resultados do negócio.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Renê Salviano, CEO da Hitmap, avalia que o movimento reflete uma tendência de atletas e outras personalidades que buscam transformar o alcance de sua imagem em participação empresarial. Para o executivo, a visibilidade deixou de ser o único objetivo das parcerias, que também passaram a considerar a capacidade de gerar negócios.
“Uma coisa é aparecer, uma coisa é dar visibilidade, outra coisa é gerar negócio”, afirmou Salviano. Segundo ele, atletas de grande projeção internacional têm potencial para contribuir diretamente com o crescimento das marcas, seja por meio da divulgação de produtos, seja pela participação no desenvolvimento de estratégias comerciais.
A entrada de Mbappé na On vai além do papel tradicional de garoto-propaganda. O jogador será embaixador global da marca e trabalhará com as equipes de produto no desenvolvimento de calçados e vestuário voltados ao futebol. Os valores financeiros e os detalhes da participação acionária não foram divulgados.
Fundada em 2010 e conhecida principalmente por seus produtos para corrida e tênis, a empresa suíça anunciou sua entrada no mercado de futebol ao lado do atacante francês. A previsão é lançar suas primeiras chuteiras para o mercado em 2027, ampliando a disputa com marcas já estabelecidas no segmento.
Na avaliação de Salviano, a associação pode fortalecer a presença comercial da On, especialmente por conectar a empresa ao futebol, modalidade com alcance internacional. A participação de Mbappé também cria oportunidades de exposição em diferentes etapas do negócio, como reuniões corporativas, visitas à fábrica e apresentação de novos produtos.
“Imagina uma reunião de conselho onde ele está, isso vira mídia, vira conteúdo. Imagina uma visita dele na fábrica mostrando a produção do novo produto”, exemplificou o CEO da Hitmap.
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Siga o Times | CNBCA estratégia, porém, exige atenção aos riscos. Ao se tornar acionista, o atleta também fica exposto ao desempenho da empresa e a possíveis problemas relacionados à qualidade dos produtos ou à gestão. Uma experiência negativa de consumo pode gerar cobranças públicas direcionadas não apenas à marca, mas também à personalidade associada a ela.
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“Empreender tem esses pontos positivos, como também tem negativos”, ressaltou Salviano. Para ele, a decisão exige compreender que administrar ou integrar uma empresa envolve responsabilidades diferentes daquelas assumidas em um contrato de publicidade.
A tendência não se limita ao futebol ou a nomes com alcance global. Segundo Salviano, personalidades de diferentes segmentos e tamanhos de audiência podem estabelecer parcerias que envolvam participação societária, desde que exista compatibilidade entre a imagem pública e o negócio.
O executivo também aponta que atletas podem optar por empresas consolidadas ou participar de projetos menores, com possibilidade de contribuir para a construção de uma marca desde o início. Cada formato, entretanto, apresenta condições e riscos próprios, que dependem dos termos contratuais e da estrutura da operação.
No caso de Mbappé, a escolha pela On combina a projeção internacional do jogador com os planos de expansão da empresa no futebol. O resultado dependerá não apenas da força de sua imagem, mas também da capacidade da marca de desenvolver produtos competitivos e conquistar consumidores em um mercado disputado.
Para Salviano, a principal mudança está na forma como o potencial comercial dos atletas é aproveitado. A imagem continua sendo um ativo relevante, mas a participação nos negócios acrescenta uma dimensão empresarial à relação entre esportistas e marcas.
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