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Ações de defesa disparam após ofensiva dos EUA na Venezuela sinalizar nova era militar
Publicado 05/01/2026 • 07:29 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 05/01/2026 • 07:29 | Atualizado há 9 meses
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Sistema de defesa NASAMS.
Wikipédia Commons
As ações do setor de defesa avançaram com força na Europa e na Ásia nesta segunda-feira (5), após a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela e a retirada de Nicolás Maduro do poder. Investidores passaram a precificar um ambiente global mais marcado pelo uso direto do poder militar.
O movimento reforça a leitura de que o mundo entra em uma fase de maior rearmamento, com impacto direto sobre empresas ligadas à indústria bélica e de tecnologia militar.
Na Europa, papéis do setor de defesa lideraram os ganhos. A alemã Rheinmetall, maior fabricante de armamentos do país, avançou mais de 7% no início do pregão.
A também alemã Hensoldt, especializada em sensores e vigilância, subiu quase 7%. A italiana Leonardo registrou alta de 5,8%, enquanto a alemã Renk teve ganho semelhante.
A sueca Saab, conhecida por seus caças militares, também avançou cerca de 5%.
Na Ásia, o rali do setor de defesa foi ainda mais intenso. No Japão, a IHI Corporation subiu quase 10%, liderando os ganhos regionais.
A Mitsubishi Heavy Industries avançou 9,2%, enquanto a Kawasaki Heavy Industries registrou alta de 6,9%. Na Coreia do Sul, a Hanwha Aerospace subiu mais de 6%, e a Poongsan teve ganho de 2%.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Intervenção dos EUA na Venezuela derruba preço do petróleo
Para Fawaz Chaudhry, a derrubada de Maduro funciona como um sinal claro de mudança na geopolítica global. Segundo ele, o mundo caminha para um ambiente dominado pelo uso de “hard power”.
Na avaliação do gestor, essa postura mais assertiva dos Estados Unidos tende a estimular maior investimento militar e acelerar o rearmamento da Europa e da Ásia, sustentando a valorização das ações de defesa no médio e longo prazo.
O avanço das ações de defesa ocorre após semanas de desempenho mais fraco do setor, pressionado pela expectativa de um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
Com a ofensiva americana na Venezuela, investidores reavaliam esse cenário e passam a considerar um ciclo prolongado de aumento dos gastos militares globais.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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