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Dow Jones cai mais de 400 pontos, enquanto petróleo sobe após novos ataques dos EUA contra o Irã
Publicado 01/09/2026 • 18:19 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/09/2026 • 18:19 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
As bolsas americanas fecharam em queda nesta terça-feira (01), pressionadas pelas preocupações com a inflação e pela alta do petróleo. O avanço da commodity elevou os rendimentos dos títulos nos Estados Unidos e no exterior, aumentando os temores de que o Federal Reserve possa manter uma política monetária mais apertada ainda este mês.
O Dow Jones Industrial Average caiu 419,02 pontos, ou 0,79%, e encerrou o pregão aos 52.766,88 pontos. O S&P 500 recuou 0,71%, para 7.631,47 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 1,03%, fechando aos 26.099,77 pontos.
Os preços do petróleo dispararam depois que o Comando Central dos Estados Unidos informou que forças americanas estavam atacando alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã. O petróleo americano subiu 5,2%, encerrando o dia a US$ 90,22 (R$ 471,85) por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 4,6%, para US$ 94,65 (R$ 494,52).
A alta veio na esteira do avanço registrado no início da semana, após a retomada das operações militares entre Estados Unidos e Irã. Na segunda-feira, um navio-tanque que atravessava o Estreito de Ormuz foi atingido por três projéteis de origem desconhecida. O presidente Donald Trump também ameaçou retaliar os ataques mais recentes do Irã contra bases militares americanas na região. Em entrevista à Fox News na segunda-feira, ele afirmou: “Vamos atacá-los com força”.
Os rendimentos dos títulos públicos também continuaram subindo nesta terça-feira. O yield do Treasury americano de 10 anos atingiu o maior nível desde janeiro de 2025. No Japão, o rendimento do título de 10 anos alcançou o patamar mais alto desde agosto de 1996. Na Alemanha, o yield do título de referência subiu ao maior nível desde 2011.
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Os juros dos títulos vêm avançando globalmente nas últimas semanas, à medida que os investidores avaliam o risco de uma alta persistente do petróleo alimentar a inflação e afetar o rumo das taxas de juros do Fed. A próxima reunião do banco central americano está marcada para daqui a duas semanas. Historicamente, setembro também costuma ser um mês difícil para o mercado acionário.
“O mercado de ações, sempre e para sempre, tem dificuldade para absorver movimentos grandes e, de certa forma, voláteis no mercado de títulos”, disse Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird. “Acho que isso vai continuar sendo um fator no curto e no longo prazo.”
Apesar das preocupações com a inflação, Mayfield disse que os dados econômicos ainda não mudaram o suficiente para justificar uma alta dos juros em setembro. Atualmente, os contratos futuros dos Fed Funds apontam para uma probabilidade de 68% de aumento da taxa na próxima reunião, segundo a ferramenta CME FedWatch.
“Eu sei que o mercado agora está precificando uma alta, ou pelo menos atribuindo uma probabilidade maior a uma alta do que à manutenção dos juros. Ainda acredito que o Fed vai manter as taxas em setembro, mas provavelmente terá de aumentá-las pelo menos uma vez até o fim
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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