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Ibovespa B3 recua mais de 2% com aversão ao risco no exterior
Publicado 04/02/2026 • 18:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/02/2026 • 18:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa B3 opera nesta quarta-feira (4) em forte queda de 2,13%, aos 181.708,23 pontos, recuando 3.966,20 pontos no dia. O movimento marca uma correção mais intensa após a sequência recente de altas, em um pregão dominado por realização de lucros, piora do humor externo e pressão sobre ações de peso do índice.
O ajuste veio mesmo com o índice ainda se sustentado acima dos 180 mil pontos, patamar conquistado recentemente, mas refletiu um dia de exaustão do rali observado ao longo de janeiro.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, a queda tem múltiplos vetores. “O Ibovespa B3 reage hoje a uma série de fatores que vão desde um incentivo à realização de lucros, impulsionada pelos resultados do Santander, que destravam uma correção em todo o setor financeiro, até um sinal claro de exaustão da forte alta recente do mercado acionário brasileiro”, afirma.
O setor financeiro foi um dos principais vetores negativos do dia. A leitura qualitativa dos resultados do Santander acabou contaminando todo o segmento, com quedas relevantes em ITUB4, BBDC4, BPAC11 e B3SA3. Entre os mais negociados, Itaú Unibanco recuou 3,29%, enquanto B3 caiu 3,36%.
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No exterior, o clima também não ajudou. “Os mercados americanos caem hoje em movimento de aversão ao risco, puxado pelo setor de tecnologia, pressionando principalmente o Nasdaq”, destaca Perri. O receio gira em torno do balanço da Alphabet (Google) e do aumento da concorrência chinesa no segmento de inteligência artificial, o que intensificou a rotação global para ativos mais defensivos.
Fora do setor financeiro, TOTVS despencou 12,89%, enquanto Hypera caiu 10,30%, ampliando o peso negativo sobre o índice.
Papéis ligados a commodities chegaram a atuar como amortecedores, mas não foram suficientes para evitar a queda do Ibovespa B3. Vale conseguiu fechar em leve alta, de 0,49%, mesmo com a pressão vinda do minério de ferro em Dalian.
Já Petrobras teve desempenho mais contido, acompanhando um movimento de correção após altas recentes, apesar do petróleo seguir com prêmio de risco geopolítico.
Ainda assim, o desempenho positivo de commodities não compensou a saída de capital de setores mais sensíveis ao risco.
No câmbio, o dólar terminou praticamente estável, cotado a R$ 5,25, após oscilar ao longo do dia. A leitura predominante foi de busca por proteção, em linha com o movimento global de aversão ao risco. “O dólar hoje sobe em linha com o exterior, enquanto ouro e ativos conservadores voltam a ganhar espaço”, afirma Bruno Perri.
Os juros futuros avançaram ao longo da curva, refletindo tanto o ambiente externo mais defensivo quanto ajustes locais após a forte compressão recente.
Na avaliação do economista, o pregão também pode ter sido marcado por uma mudança tática do investidor internacional. “Considerando esse cenário de valorização do ouro, real perdendo valor frente ao dólar e correção mais forte na bolsa, é possível que hoje tenhamos realização de lucros dos estrangeiros, reduzindo posição após um fluxo muito intenso para o Brasil nas últimas semanas”, diz.
De acordo com Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, a queda do Ibovespa B3 neste pregão foi impulsionada por uma dinâmica interna muito específica, liderada pelo setor bancário. O analista destaca que o balanço do Santander Brasil, que apresentou um aumento na inadimplência, serviu como um indicador horizontal para o mercado, contaminando as expectativas para os resultados do Itaú e do Bradesco.
Segundo Corleta, a percepção é de que essa deterioração no crédito, especialmente para pessoa física, possa se repetir nos balanços subsequentes, o que pressionou fortemente as ações dos bancos e impediu que o índice acompanhasse o otimismo de outros setores.
Além do setor financeiro, o especialista observou um descolamento atípico das petroleiras em relação à valorização do petróleo no mercado internacional. Enquanto a commodity subiu em reflexo a tensões geopolíticas envolvendo os EUA e o Irã, a Petrobras acabou ficando para trás, sendo afetada pelo clima de correção técnica do mercado brasileiro.
Corleta ressalta que o Brasil segue um tanto quanto descolado de Wall Street, onde o movimento de queda está concentrado nas Big Techs e na migração de investidores para empresas de valor, enquanto por aqui os principais drivers são a temporada de balanços do quarto trimestre e as perspectivas para a Selic.
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