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Ibovespa cai 1,04% com realização de lucros; dólar sobe a R$ 5,02 sob cautela do 2º turno

Publicado 13/10/2026 • 17:49 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 1,04%, aos 206.887,52 pontos, após oscilar entre 206.146,15 e 209.071,98 pontos; volume financeiro somou R$ 32,5 bilhões.
  • Ações que lideraram a valorização recente, especialmente varejistas e outras empresas ligadas à economia doméstica, passaram por realização de lucros.
  • Dólar avançou 0,71%, a R$ 5,0204, mesmo com queda da moeda americana no exterior, em sessão de maior cautela com o segundo turno.

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (13), com investidores realizando parte dos ganhos acumulados na forte valorização da semana passada. A correção atingiu principalmente ações de varejo e outras empresas ligadas à economia doméstica, enquanto o mercado também acompanhou novos movimentos da campanha presidencial e aguardou dados de inflação nos Estados Unidos.

O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,04%, aos 206.887,52 pontos, depois de oscilar entre 206.146,15 e 209.071,98 pontos. O volume financeiro somou R$ 32,5 bilhões.

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No câmbio, o dólar à vista avançou 0,71%, a R$ 5,0204, após variar entre R$ 4,9917 e R$ 5,0292. Às 17h07, o contrato futuro para novembro subia 0,53%, a R$ 5,0385.

Varejo devolve parte da forte alta

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, avaliou que a queda desta terça-feira foi principalmente uma correção depois da forte valorização observada nos últimos pregões.

“Hoje foi um dia de correção”, afirmou.

Segundo Horta, papéis como Movida e Lojas Quero-Quero chegaram a acumular altas superiores a 70% na semana passada e passaram nesta terça por realização de lucros.

“Investidores especuladores que surfaram a alta hoje estão colocando lucro no bolso”, disse.

Na avaliação do analista, o movimento ainda não representa uma reversão da tendência recente do mercado.

As empresas mais sensíveis aos juros haviam sido algumas das principais beneficiadas pela queda da curva futura depois do primeiro turno, diante das expectativas dos investidores para a política fiscal e monetária no próximo governo.

Pesquisas mostram disputa mais apertada

O segundo turno continuou entre os fatores acompanhados pelos investidores. Levantamentos divulgados nesta terça-feira indicaram uma redução da diferença entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Na pesquisa BTG Pactual/Nexus, Flávio aparece com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Já PoderData/AYA registra 51% a 49%, também em empate técnico pela margem do levantamento.

Horta afirmou que os números mais recentes passaram a ser monitorados depois da forte reprecificação observada na semana passada.

“Ainda não dá para a gente ver como um sinal de reversão de tendência, apesar de termos visto algumas pesquisas mostrando o fortalecimento do presidente Lula para a reta final do segundo turno”, disse.

Escala 6×1 também entra nas contas

Outro tema político acompanhado pelo mercado foi a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Flávio Bolsonaro anunciou nesta terça-feira que votará a favor da proposta. A votação está prevista para esta quarta-feira no Senado.

A mudança ocorre em uma pauta que ganhou espaço na campanha do segundo turno e que pode ter efeitos distintos sobre setores intensivos em mão de obra, como varejo e serviços.

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Empresas sensíveis aos juros lideram correção

Na visão de Horta, companhias endividadas e mais dependentes do crédito tendem a reagir com maior intensidade às mudanças nas expectativas fiscais e de juros.

Entre os setores mais sensíveis estão varejo, educação, saúde, shoppings e construção civil.

Esses mesmos segmentos estiveram entre os principais beneficiários da queda recente dos juros futuros. Por isso, também ficaram mais expostos à realização de lucros depois das fortes altas.

Horta ressaltou que diferentes setores podem responder de maneiras distintas ao resultado eleitoral. Exportadoras, por exemplo, dependem mais do câmbio e dos preços internacionais de commodities, enquanto empresas voltadas ao mercado interno tendem a reagir mais diretamente às perspectivas para juros e atividade.

Dólar sobe mesmo com queda no exterior

O câmbio também mostrou uma correção do movimento observado após o primeiro turno.

O dólar fechou em alta de 0,71%, a R$ 5,0204, apesar de a moeda americana perder força no exterior.

O índice DXY recuava 0,37%, aos 102,210 pontos. O euro avançava 0,39%, a US$ 1,1199, enquanto a libra ganhava 0,34%, a US$ 1,3253.

No mercado doméstico, a maior cautela veio com o ajuste de posições depois da forte valorização recente do real, além da expectativa por novas pesquisas e pelos próximos eventos da campanha.

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A mudança de posição de Flávio sobre a PEC da escala 6×1 também esteve entre os assuntos monitorados durante o pregão.

Inflação dos EUA volta ao centro das atenções

No exterior, os principais mercados operaram próximos da estabilidade nesta terça-feira, à espera de um dado importante de inflação americana.

Segundo Horta, o indicador será uma das últimas referências relevantes antes da próxima decisão do Federal Reserve.

O mercado ainda está dividido sobre os próximos passos do banco central americano. Dados recentes de emprego aumentaram as apostas em manutenção dos juros neste mês, embora dirigentes sigam preocupados com a inflação e não descartem novas altas posteriormente.

Para Horta, o cenário internacional deve voltar a ganhar peso sobre os ativos brasileiros quando a eleição terminar.

Até lá, porém, novas pesquisas e as sinalizações econômicas das duas campanhas devem continuar sendo os principais gatilhos para bolsa, dólar e juros no mercado doméstico.

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