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Ibovespa sobe 0,54% com Petrobras e petróleo em alta; dólar cai a R$ 5,07 e corrige avanço da semana
Publicado 16/10/2026 • 18:27 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 16/10/2026 • 18:27 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (16), sustentado principalmente pelo avanço de ações ligadas a commodities em um dia de forte valorização do petróleo. O índice recuperou parte das perdas dos últimos pregões, mas não evitou o saldo negativo da semana.
O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,54%, aos 205.430,33 pontos, depois de oscilar entre 204.164,17 e 206.305,26 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,9 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 1,74%, devolvendo parte da forte valorização observada no período anterior.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,26%, a R$ 5,0735, após variar entre R$ 5,0681 e R$ 5,0958. Apesar da queda desta sexta-feira, a moeda americana terminou a semana com alta de 1,77%.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a alta do petróleo ajudou a impulsionar Petrobras e deu sustentação ao mercado brasileiro.
Segundo ele, as tensões no Oriente Médio levaram a commodity novamente para a região dos US$ 110 por barril, favorecendo empresas do setor.
“A bolsa hoje, de fato, sobe puxada pelas ações de commodities”, afirmou Corleta.
O analista também destacou a alta do Magazine Luiza durante a sessão como um sinal de que algumas ações ligadas à economia doméstica ainda encontraram espaço para avançar, apesar da correção observada ao longo da semana.
O desempenho doméstico destoou do exterior, onde ações de tecnologia voltaram a sofrer com a combinação de juros elevados, dúvidas sobre o setor de inteligência artificial e menor apetite por risco.
Corleta ressaltou que o mercado brasileiro tem uma composição muito diferente da Nasdaq, o que ajuda a explicar o desempenho menos negativo diante da pressão sobre empresas de tecnologia nos Estados Unidos.
“A nossa bolsa tem uma correlação baixa com o índice Nasdaq, porque o Brasil é uma bolsa de empresas da economia real”, disse.
Bancos, exportadoras, produtoras de commodities, varejistas e companhias industriais têm participação relevante no mercado local, enquanto empresas de tecnologia representam uma fatia menor.
Para o analista, o principal elo entre o Brasil e a piora internacional continua sendo a trajetória dos juros americanos.
Taxas elevadas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos tendem a reduzir o apetite por ativos de maior risco e podem limitar a entrada de recursos em mercados emergentes.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, nesta sexta-feira, o desempenho de Petrobras e de outros papéis ligados a commodities ajudou o Ibovespa a resistir à piora externa.
Apesar da recuperação no último pregão, o saldo semanal foi negativo. Depois da forte valorização registrada na semana anterior, o mercado passou por uma correção nos últimos dias, com investidores reduzindo posições e aumentando a cautela diante da reta final do segundo turno.
Corleta avaliou que uma das preocupações passou a ser o impacto fiscal das propostas apresentadas pelas campanhas.
Segundo ele, medidas anunciadas ou discutidas nos últimos dias aumentaram as dúvidas sobre quanto espaço haverá para um ajuste das contas públicas a partir de 2027.
“O que eu acho que está acontecendo e que pesou um pouco no mercado essa semana é que esse segundo turno está marcado por uma competição de populismo”, afirmou.
Na avaliação do analista, propostas com impacto sobre despesas ou receitas podem reduzir a confiança de investidores em uma trajetória mais rápida de queda dos juros, independentemente do resultado eleitoral.
O cenário fiscal ganhou relevância depois de uma primeira reação dos ativos fortemente ligada ao resultado do primeiro turno.
Para Corleta, investidores passaram a questionar se as propostas apresentadas pelas campanhas podem limitar planos de redução de gastos e dificultar uma melhora mais rápida das contas públicas.
Esse debate tem impacto direto sobre a curva de juros. Uma percepção de maior pressão fiscal tende a limitar as apostas em cortes da Selic, atingindo principalmente empresas endividadas e setores mais sensíveis ao crédito.
Ao mesmo tempo, o mercado continua acompanhando pesquisas, entrevistas e o debate previsto para o fim de semana, já na última semana antes da votação do segundo turno.
O dólar devolveu parte dos ganhos recentes nesta sexta-feira e terminou a R$ 5,0735.
A queda acompanhou o movimento da moeda americana no exterior. O índice DXY recuava 0,26%, aos 101,787 pontos. O euro avançava 0,19%, a US$ 1,1239, enquanto a libra subia 0,42%, a US$ 1,3328.
Mesmo com o alívio do último pregão, o dólar acumulou alta de 1,77% na semana, depois de investidores adotarem uma postura mais cautelosa com o cenário doméstico nos últimos dias.
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