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Ibovespa sobe 1,57% e tem 2ª maior alta do ano com cenário eleitoral; dólar cai a R$ 5,02 com maior apetite por risco

Publicado 20/10/2026 • 17:56 | Atualizado há 24 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos, após oscilar entre 205.082,26 e 208.941,57 pontos; volume financeiro somou R$ 29,1 bilhões.
  • Alta foi atribuída principalmente ao posicionamento dos investidores para a reta final da eleição, com o Brasil descolado do movimento de outros mercados emergentes.
  • Dólar caiu 0,58%, a R$ 5,0189, com redução de posições defensivas, maior apetite por ativos brasileiros e fraqueza da moeda americana no exterior.

O Ibovespa fechou em forte alta nesta terça-feira (20), retomando os 208 mil pontos em uma sessão na qual os ativos brasileiros voltaram a ser guiados principalmente pelas expectativas para a reta final do segundo turno.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos, depois de oscilar entre 205.082,26 e 208.941,57 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,1 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,58%, a R$ 5,0189, após variar entre R$ 5,0053 e R$ 5,0456. Às 17h06, o contrato futuro para novembro recuava 0,52%, a R$ 5,0270.

Trade eleitoral volta a puxar o mercado

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o avanço do Ibovespa esteve ligado principalmente ao posicionamento dos investidores diante da eleição.

“Inteiramente trade eleitoral”, respondeu Corleta ao ser questionado sobre a alta do índice.

Segundo o analista, o ambiente internacional foi relativamente mais favorável, mas não explica sozinho a intensidade da valorização dos ativos brasileiros.

Para Corleta, o Brasil tem se descolado de outros mercados emergentes nos últimos meses, reflexo da expectativa de investidores sobre possíveis mudanças na condução da política econômica após a eleição.

Bolsa volta aos 208 mil pontos

O índice chegou a atingir 208.941,57 pontos na máxima do pregão e terminou próximo desse nível, recuperando parte das perdas observadas na semana anterior.

Corleta afirmou que o comportamento recente mostra investidores concentrados em ativos brasileiros e nas perspectivas para fiscal, juros e política econômica a partir de 2027.

A expectativa em relação às contas públicas tem sido um dos principais canais pelos quais o cenário eleitoral afeta a bolsa. A percepção de uma trajetória fiscal mais favorável tende a reduzir os juros futuros e beneficiar principalmente empresas mais dependentes da economia doméstica e do crédito.

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Nos últimos pregões, porém, o próprio Corleta havia alertado que propostas apresentadas pelas campanhas na reta final aumentaram dúvidas sobre a profundidade de um eventual ajuste fiscal.

Com a proximidade da votação, o mercado segue alternando rapidamente entre maior e menor apetite por risco conforme novas pesquisas, declarações e propostas entram nas contas.

Petróleo oscila com notícias sobre Irã

O exterior trouxe algum alívio, mas também foi marcado pela volatilidade do petróleo.

Corleta destacou que a commodity chegou a mudar de direção de forma brusca durante a sessão após circularem informações, ainda sem confirmação naquele momento, sobre uma possível aproximação entre Estados Unidos e Irã.

O movimento afeta diretamente empresas do setor de petróleo e também as expectativas de inflação global, já que preços mais elevados de energia podem dificultar o trabalho dos bancos centrais.

Para o mercado brasileiro, no entanto, Corleta avaliou que o cenário doméstico continua se sobrepondo aos fatores externos nesta reta final da eleição.

Dólar cai a R$ 5,02

O movimento de maior apetite por ativos brasileiros também apareceu no câmbio.

O dólar recuou 0,58%, a R$ 5,0189, aproximando-se novamente da marca de R$ 5. A mínima do pregão foi de R$ 5,0053.

A queda acompanhou a fraqueza da moeda americana no exterior. O índice DXY recuava 0,25%, aos 101,726 pontos. O euro avançava 0,20%, a US$ 1,1235, enquanto a libra subia 0,53%, a US$ 1,3379.

No mercado doméstico, investidores também reduziram posições defensivas e aumentaram a exposição a ativos locais, apesar das incertezas que ainda cercam o cenário eleitoral.

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