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Ibovespa sobe a 206 mil pontos com mercado de olho no 2º turno, enquanto dólar avança a R$ 5,02

Publicado 08/10/2026 • 17:59 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos, após oscilar entre 203.984,57 e 207.953,74 pontos; volume financeiro somou R$ 40,4 bilhões.
  • Ações ligadas à economia doméstica continuaram fortes, enquanto a entrada de capital estrangeiro e queda dos juros futuros como parte do movimento.
  • Dólar subiu 0,26%, a R$ 5,0241, mesmo com a moeda americana em queda no exterior.

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (8), retomando os 206 mil pontos depois da queda da véspera. Ações ligadas à economia doméstica voltaram a ganhar força, enquanto a entrada de recursos estrangeiros e a expectativa pelas primeiras pesquisas do segundo turno ajudaram a sustentar o mercado local.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 203.984,57 pontos e a máxima de 207.953,74 pontos. O volume financeiro somou R$ 40,4 bilhões.

No câmbio, o dólar seguiu caminho diferente. A moeda americana subiu 0,26%, a R$ 5,0241, após variar entre R$ 5,0005 e R$ 5,0269. Às 17h10, o contrato futuro para novembro avançava 0,03%, a R$ 5,0450.

Ações domésticas retomam força

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que o mercado doméstico continuou refletindo o reposicionamento dos investidores depois do primeiro turno.

Segundo ele, o movimento tem aparecido principalmente na queda dos juros futuros, na valorização de empresas sensíveis à economia brasileira e na entrada de recursos estrangeiros.

“Eu acredito que hoje o que a gente está vendo é um movimento de rotação para o Brasil”, afirmou.

Horta destacou que small caps e mid caps continuaram entre os segmentos de maior força. Essas empresas ficaram para trás durante parte da valorização das grandes companhias e agora passaram a receber mais atenção de investidores.

Entre os setores citados pelo analista estão saúde, educação, construção civil, locadoras de veículos e varejo — segmentos que tendem a responder de forma mais intensa às expectativas para juros domésticos.

Segundo Horta, a queda recente da curva de juros melhora a percepção sobre empresas endividadas ou que dependem mais de crédito e consumo.

Segundo turno continua influenciando preços

A política permaneceu como um dos fatores considerados pelos investidores, à espera dos primeiros levantamentos realizados integralmente depois do primeiro turno.

Horta afirmou que parte do mercado continua ajustando posições de acordo com as expectativas para a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

“Hoje o Brasil é um mercado à parte. Nós estamos vivendo uma situação excepcional de eleições”, disse.

O analista também mencionou trackings privados acompanhados por participantes do mercado e afirmou que alguns desses levantamentos estariam sendo considerados nas decisões desta quinta-feira.

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No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. O segundo turno será realizado em 25 de outubro. 

Estrangeiro volta a olhar para o Brasil

Para Horta, o comportamento dos ativos também indica maior interesse de investidores de fora pelo mercado brasileiro.

“A bolsa está andando, está entrando dinheiro nas emissões do Tesouro, na dívida brasileira. Então, o investidor estrangeiro está olhando mais para o Brasil”, afirmou.

O Tesouro Nacional aproveitou a melhora recente do ambiente para captar R$ 33,28 bilhões em títulos prefixados, o maior volume desde 2020. 

O analista ponderou, porém, que o ambiente internacional continua sendo um risco para a continuidade do movimento.

Os juros dos títulos americanos permanecem em níveis elevados, enquanto o mercado avalia a possibilidade de novos aumentos da taxa pelo Federal Reserve.

“Nenhuma euforia dura para sempre. Se esses juros americanos continuarem nesses patamares elevadíssimos, é bem capaz de alguma hora vir uma realização aqui no mercado brasileiro também”, disse Horta.

Fed ainda ameaça o movimento

Horta avalia que o Fed pode realizar duas novas altas de juros até o fim do ano, diante da persistência da inflação americana e dos preços elevados do petróleo.

Segundo ele, a pressão dos juros já aparece de forma diferente entre os setores americanos. Enquanto empresas de tecnologia continuam sustentando os principais índices, bancos, varejistas, mineradoras e outros segmentos mais sensíveis ao custo do dinheiro têm desempenho mais fraco.

No Brasil, o cenário é diferente. Horta considera possível que o Banco Central faça mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, embora essa avaliação dependa da trajetória da inflação, do câmbio e do cenário político.

Dólar sobe mesmo com queda no exterior

O dólar passou boa parte da sessão perto da estabilidade, mas ganhou força na última hora de negociação e fechou a R$ 5,0241.

O movimento ocorreu na contramão do exterior. O índice DXY recuava 0,14%, aos 102,095 pontos. O euro avançava 0,17%, a US$ 1,1216, enquanto a libra subia 0,14%, a US$ 1,3231.

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