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Investidor estrangeiro volta com força à B3 e janeiro de 2026 já supera todo o fluxo de 2025
Publicado 03/02/2026 • 14:06 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/02/2026 • 14:06 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Pixabay.
Investidor estrangeiro injeta mais de R$ 26 bilhões na B3 em janeiro de 2026, superando todo o fluxo de 2025 e renovando o apetite pela bolsa.
O investidor estrangeiro iniciou 2026 aportando forte na bolsa brasileira. No primeiro mês do ano, o principal índice da B3 teve valorização de 12%, e o saldo líquido de recursos externos superou todo o fluxo registrado ao longo de 2025, um movimento raro e com forte impacto simbólico para o mercado acionário local.
Sem considerar ofertas públicas iniciais e operações de follow-on, o saldo do investidor estrangeiro em janeiro somou R$ 26,31 bilhões, acima dos R$ 25,47 bilhões acumulados em todo o ano de 2025. Ao incluir o mercado primário, o fluxo sobe para R$ 26,47 bilhões, praticamente igualando o saldo total de 2026 até aqui, de R$ 26,87 bilhões, segundo levantamento do economista Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.
Na prática, quase todo o capital estrangeiro que ingressou na bolsa brasileira em 2026 chegou em janeiro, concentrando em um único mês um volume que, no ano anterior, levou doze meses para se formar.

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O desempenho de janeiro não é expressivo somente em relação a 2025, mas foi o maior fluxo mensal de investidor estrangeiro desde o início da série histórica da Elos Ayta, iniciada em janeiro de 2022.
Até então, o recorde pertencia a fevereiro de 2022, quando o saldo havia sido de R$ 24,31 bilhões, já considerando IPOs e follow-ons. Mesmo ao excluir essas operações, o resultado de janeiro de 2026 supera com folga o melhor mês anterior, janeiro de 2022, que havia registrado R$ 23,39 bilhões.
O dado reforça a leitura de que o movimento atual vai além de alocações pontuais e reflete uma reavaliação mais ampla do mercado brasileiro.
Historicamente, o mês de janeiro tende a ser positivo para o investidor estrangeiro na bolsa brasileira. Desde 2022, apenas janeiro de 2024 apresentou saldo negativo, com retirada líquida de R$ 7,9 bilhões, em um ambiente marcado por maior aversão ao risco global e incertezas domésticas.
O volume financeiro negociado também chama atenção. Em janeiro, as compras realizadas por investidores estrangeiros somaram R$ 421,4 bilhões, o maior valor da série histórica da Elos Ayta.
As vendas atingiram R$ 395,1 bilhões, configurando o segundo maior volume mensal já registrado, atrás apenas de novembro de 2022. O comportamento indica que o investidor estrangeiro ampliou exposição, mas também atuou de forma ativa, ajustando portfólios, trocando posições e buscando eficiência em um mercado que voltou a oferecer liquidez e assimetria de retorno.
O fluxo robusto observado em janeiro sugere uma combinação de fatores. Entre eles, valuations ainda descontados da bolsa brasileira, sobretudo em setores tradicionais, e a expectativa de normalização gradual do ciclo de juros global, que tende a favorecer mercados emergentes.
Trocando em miúdos – a bolsa tá barata para os gringos.
Há também um componente de diversificação geográfica, com o cenário internacional ainda concentrado em poucos mercados, o Brasil voltou ao radar de grandes alocadores globais, que passaram a recompor posições após um período prolongado de subalocação.
O dado mais eloquente é a comparação direta: em um único mês, o investidor estrangeiro colocou na B3 mais recursos do que em todo o ano anterior. Movimentos dessa magnitude raramente passam despercebidos pelos preços dos ativos ao longo do tempo.
Se janeiro costuma dar o tom do ano, 2026 começou em ritmo forte. Resta saber se o investidor estrangeiro seguirá ampliando posições ou se parte desse movimento já antecipa ganhos esperados para os próximos meses. O mercado, como sempre, fará esse ajuste nos preços.
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