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Nasdaq recua 1% pressionado por ações de IA após receita da OpenAI decepcionar

Publicado 08/10/2026 • 18:12 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • Nasdaq recua 1,25% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial.
  • Petróleo dispara com tensões entre EUA e Irã e eleva preocupações com a inflação.
  • Juros longos dos Treasuries seguem elevados e aumentam a cautela no mercado acionário.

Foto: Getty Images

O Nasdaq Composite recuou nesta quinta-feira, pressionado por novos detalhes sobre a OpenAI que aumentaram a cautela dos investidores e pesaram sobre as empresas ligadas à inteligência artificial.

O Nasdaq, índice com forte concentração de empresas de tecnologia, caiu 1,25%, aos 27.193,34 pontos. O S&P 500 recuou 0,47%, para 7.765,36 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average avançou 51,77 pontos, ou 0,1%, e encerrou o pregão aos 51.231,64 pontos.

As principais empresas de tecnologia também ficaram sob pressão depois que dados mostraram que a receita anualizada da OpenAI ficou abaixo do valor divulgado anteriormente. As ações da Oracle recuaram mais de 5%, enquanto Nvidia e Advanced Micro Devices (AMD) caíram quase 3% e cerca de 4%, respectivamente.

O cenário negativo foi reforçado pela disparada dos preços do petróleo, depois que o presidente Donald Trump afirmou que não pretende fechar um acordo com o Irã para encerrar a guerra. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estariam se preparando para um “bombardeio maciço” no Oriente Médio. Mais tarde, porém, Trump disse que os EUA não atacarão o Irã antes das eleições de meio de mandato, previstas para o início do próximo mês. Com isso, o petróleo reduziu parte dos ganhos registrados ao longo do dia.

O Brent subiu 4,07%, para US$ 104,28 (R$ 522,44) por barril. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) avançaram 3,64%, encerrando a US$ 91,49 (R$ 458,37).

Os investidores também acompanharam o mercado de juros, depois que os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 e 30 anos atingiram, nesta semana, os maiores níveis em 24 anos. O rendimento da Treasury de 10 anos recuava 5 pontos-base, para 5,227%, enquanto o título de 30 anos caía 6 pontos-base, para 5,601%. A movimentação ocorreu após o Tesouro realizar um leilão de títulos de 30 anos considerado sólido.

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“No fim das contas, acho que são as pressões inflacionárias, impulsionadas principalmente pela energia, que mudaram a postura do Fed e, de muitas maneiras, também deslocaram a parte longa da curva”, disse Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird. “Se anunciássemos amanhã um acordo com o Irã que fosse estruturalmente sólido e eliminasse grande parte das tensões na região, e o petróleo caísse de US$ 90 (R$ 450,90) por barril para US$ 70 (R$ 350,70) por barril, os rendimentos cairiam significativamente.”

Os juros dos títulos do Tesouro e os preços do petróleo vêm aumentando a volatilidade das ações nas últimas semanas. O receio é que a alta da energia mantenha a inflação elevada e leve o Federal Reserve a elevar ainda mais as taxas de juros.

Apesar dessas pressões, Mayfield afirmou que as ações têm se mostrado “bastante resilientes”. O S&P 500 e o Nasdaq, por exemplo, atingiram novas máximas históricas nesta semana. Ainda assim, o estrategista não acredita que seja necessário um “grande movimento de alta” nos juros de longo prazo para provocar “ventos contrários mais significativos” para as ações. Na avaliação dele, os rendimentos poderiam se estabilizar entre 5% e 6%.

“Estamos no processo de adaptação do mercado a esses novos rendimentos”, acrescentou. “De muitas maneiras, rendimentos mais altos refletem um crescimento nominal mais forte e uma inflação ligeiramente mais elevada. Se esse for o cenário daqui para frente, isso reforça o argumento de que o ambiente de juros ‘mais altos por mais tempo’ ou ‘normais por mais tempo’ provavelmente veio para ficar, a menos que ocorra uma grande recessão que leve o Fed a cortar as taxas para zero.”

A Palantir Technologies foi uma das poucas ações a terminar o pregão em alta nesta quinta-feira. Os papéis subiram 2% depois que o Goldman Sachs elevou sua recomendação para a empresa. O banco afirmou que ainda há espaço para novas altas, já que o mercado total endereçável pode estar “se preparando para outra mudança em degrau” com a transição para a chamada IA soberana e o desenvolvimento de aplicações personalizadas.

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