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BTG elege Embraer como melhor forma de dolarizar a carteira em 2026; entenda o motivo

Publicado 09/01/2026 • 16:09 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • O BTG afirma que a Embraer é sua principal escolha para exposição ao dólar em 2026, apoiada por uma dinâmica favorável de oferta e demanda na indústria global de aviação
  • O banco avalia que 2025 foi um ano “excepcional” para a companhia e que, em 2026, o desafio será sustentar o ritmo de crescimento, com novos pedidos, aceleração de entregas e força do negócio de Defesa como principais catalisadores
  • Entre os riscos, o relatório cita tarifas de importação dos EUA, gargalos persistentes na cadeia de suprimentos e maior concorrência com o A220, da Airbus, além de valuation acima da média histórica

Divulgação / Embraer

O BTG Pactual afirma que a Embraer é a sua “principal escolha” para quem busca exposição ao dólar em 2026. O diagnóstico faz parte de um relatório divulgado pelo banco nesta sexta-feira (9).

O banco avalia que os papéis iniciam da companhia iniciam o ano com espaço para seguir performando, apesar do mercado ainda estar dividido entre otimismo, com a tese global de aviação e Defesa, e cautela, com valuation após a forte valorização recente.

Segundo o BTG, 2025 foi um ano “excepcional” para a Embraer, com vendas recordes na aviação comercial, contratos relevantes em Defesa e entregas sólidas, mesmo com o impacto negativo de novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

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Para 2026, a leitura do banco é que o principal desafio será sustentar o “momentum” construído nos últimos anos. Na aviação comercial, a expectativa é de continuidade do sucesso em campanhas e novos pedidos, impulsionada por restrições globais de oferta no segmento de narrowbodies.

No negócio de Defesa, o relatório projeta que o segmento deve permanecer forte em um contexto de aumento de riscos geopolíticos e maior pressão sobre orçamentos militares. Esse vetor, na avaliação do BTG, tem sustentado o apetite de investidores estrangeiros pela ação, especialmente entre europeus.

Já na aviação executiva, o banco aponta que o foco está na expansão da capacidade produtiva, em meio a um backlog elevado. E a EVE (eVTOL) aparece como uma “opcionalidade” relevante: o mercado deve acompanhar mais de perto o desenvolvimento do projeto ao longo de 2026, em busca de atualizações sobre testes e certificação.

No relatório, o BTG afirma que, embora os múltiplos estejam acima das médias históricas, vê fundamentos que sustentam esse patamar, e aponta catalisadores capazes de reduzir o desconto de valuation da companhia em relação a pares globais.

Entre os principais fatores que podem mexer com o papel em 2026, o relatório destaca três frentes: força de pedidos, execução das entregas e a discussão sobre “o que vem depois”, com o avanço das principais plataformas e o debate sobre próximos passos de portfólio e evolução tecnológica.

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Riscos

Do lado dos riscos, o banco aponta que a geopolítica segue como ponto crítico, em especial as tarifas de importação dos EUA, mas também a possibilidade de um arrefecimento de conflitos, que reduziria pressões sobre orçamentos militares.

O relatório cita ainda que gargalos persistentes na cadeia de suprimentos podem limitar a aceleração da produção, e que a concorrência com o A220, da Airbus, continua sendo um fator que restringe o crescimento da plataforma E2.

Há também riscos de execução, como atrasos na expansão de capacidade na aviação executiva e a não conquista de contratos relevantes, como a licitação de transporte militar da Força Aérea Indiana, por exemplo.

O BTG projeta receita líquida para a empresa de R$ 8,3 bilhões em 2026 e EBITDA de R$ 995 milhões, com margem de 12%.

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