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As 10 ações que mais subiram e caíram em janeiro; fundamento ou especulação?

Publicado 30/01/2026 • 21:23 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 encerrou janeiro com alta de 12,56%, em um mês marcado por renovação de recordes e forte entrada de capital estrangeiro.
  • Cogna (COGN3) liderou os ganhos do índice no mês, enquanto Vivara (VIVA3) foi a maior queda do período.
  • Entre os destaques, o mercado reagiu a revisões de recomendação (no caso de COGN3) e a expectativas de reestruturação financeira (no caso de RAIZ4), enquanto quedas foram puxadas por ruídos de governança/gestão e ajustes em papéis mais sensíveis a ciclo.
montagem painel Ibovespa B3

Montagem Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC

Ibovespa B3 sobe novamente e já ultrapassa os 186 mil pontos

O Ibovespa B3 encerrou janeiro com valorização de 12,56%, o melhor desempenho para um mês de janeiro nas últimas duas décadas. Observando o histórico desde 2010, o principal índice da bolsa brasileira ficou atrás apenas do desempenho registrado em março de 2016 e novembro de 2020, quando subiu 16,97% e 15,90%, respectivamente. Os dados são de um levantamento feito pelo TradeMap para o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

No acumulado do mês, o índice somou mais de 20 mil pontos em alta (maior avanço mensal em pontos, em termos nominais), refletindo um rali concentrado em ações de maior peso e a melhora do apetite por risco.

A seguir, as 10 ações do Ibovespa B3 com as maiores altas e maiores baixas neste janeiro histórico:

As 10 maiores altas do Ibovespa B3 em janeiro

EmpresaCódigoVariação no mês Fechamento (R$/ação)
CognaCOGN343,99%R$ 4,55
RaízenRAIZ427,16%R$ 1,03
PetrobrasPETR324,01%R$ 40,39
VamosVAMO323,53%R$ 3,99
PRIOPRIO323,10%R$ 50,99
PetrobrasPETR422,52%R$ 37,76
UltraparUGPA321,44%R$ 25,38
MultiplanMULT320,88%R$ 32,94
YduqsYDUQ320,54%R$ 14,67
CyrelaCYRE320,08%R$ 29,90
Fonte: TradeMap

Leia também: Bolsa encerra janeiro com melhor desempenho em duas décadas e é destaque desde o Plano Real; o que esperar?

As 10 maiores baixas do Ibovespa B3 em janeiro

EmpresaCódigoVariação no mês Fechamento (R$/ação)
VivaraVIVA3-15,22%R$ 28,18
HapvidaHAPV3-11,74%R$ 13,00
MarfrigMBRF3-6,56%R$ 18,67
C&A ModasCEAB3-6,50%R$ 11,93
AurenAURE3-5,14%R$ 11,26
Smart FitSMFT3-4,98%R$ 22,14
SuzanoSUZB3-4,12%R$ 49,33
CPFL EnergiaCPFE3-3,43%R$ 51,46
DirecionalDIRR3-1,20%R$ 13,95
TaesaTAEE11-1,14%R$ 41,63
Fonte: TradeMap e B3

O que explica as maiores altas e quedas do mês

Na avaliação de Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos o comportamento das ações em janeiro reflete um movimento clássico de rotação observado na B3. Segundo ele, investidores priorizaram empresas com sinais claros de recuperação operacional e reduziram exposição a setores que ainda convivem com incertezas.

“O mercado mostrou um comportamento seletivo: apoia histórias de recuperação com fundamentos em evolução e penaliza companhias que ainda precisam provar estabilidade operacional”, afirma.

Destaques entre as maiores altas

Entre as ações que mais subiram, Cogna (COGN3) foi um dos principais destaques do mês, com valorização superior a 40%. Para Rios, o desempenho reflete a percepção de que a reestruturação da companhia começa, enfim, a aparecer nos números, com redução de endividamento, ganhos de eficiência e melhora no sentimento em relação ao setor educacional.

Na mesma linha, Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, destaca que o movimento dá continuidade ao forte momentum iniciado em 2025. Segundo ele, o papel se beneficiou da melhora operacional consistente, da geração de caixa e de revisões positivas de recomendação e preço-alvo, com parte do mercado passando a enxergar a empresa como uma “vaca leiteira” do setor. Para o analista, ainda há espaço para valorização caso o ciclo de recuperação se mantenha, embora níveis acima de R$ 4,50 a R$ 5,00 possam trazer maior volatilidade.

Outro destaque foi Raízen (RAIZ4), que acumulou alta de 27,16% em janeiro. Para Rios, a expectativa de reorganização financeira, combinada com um cenário de juros mais baixos, favoreceu empresas mais alavancadas. “Com um custo de capital menor no horizonte, o mercado voltou a enxergar potencial de geração de caixa”, afirma.

Uarian acrescenta que rumores sobre um possível aumento de capital e uma prévia operacional mais favorável na venda de açúcar ajudaram a sustentar o movimento, além da entrada de investidores estrangeiros. Ainda assim, ele ressalta que o endividamento elevado segue como ponto de atenção e que a continuidade da alta depende de execução operacional e confirmação do aporte.

Pressão entre as maiores baixas

Na ponta negativa, Vivara (VIVA3) figurou entre as maiores quedas do mês, recuando 15,22%. Para Rios, o desempenho reflete uma realização natural após um longo ciclo de valorização em 2025, em um momento em que investidores optaram por migrar recursos para ações mais descontadas.

Uarian observa que, apesar de fundamentos ainda sólidos e valuation considerado atrativo para 2026, o papel sofreu com a ausência de catalisadores imediatos e com um ambiente mais desafiador para o consumo discricionário. Para ele, trata-se mais de uma correção do que deterioração estrutural, com potencial de recuperação no médio prazo.

Já Hapvida (HAPV3) seguiu pressionada ao longo de janeiro, apresentando queda de 11,74%. Segundo Rios, o mercado ainda demonstra cautela diante de dúvidas relacionadas à integração de operações, gestão e rentabilidade no setor de saúde. As mudanças recentes na liderança aumentaram a busca por previsibilidade antes de uma retomada mais consistente do papel.

Na leitura de Uarian, o setor de saúde suplementar permanece desafiador, com margens apertadas, sinistralidade elevada e efeitos residuais de rebaixamentos de rating. Embora a ação negocie em níveis depreciados, ele avalia que uma recuperação mais sólida tende a ocorrer apenas a partir de 2026, mantendo o papel sujeito a volatilidade no curto prazo.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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