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Ouro avança e acumula alta de 5,5% na semana com busca por segurança
Publicado 21/08/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/08/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 meses
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Pixabay
Ouro
O ouro fechou a sessão desta sexta-feira (21) com alta de 2,4%, encerrando a semana com valorização acumulada de 5,5%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para dezembro terminou negociado a US$ 4.680,60 por onça-troy. A prata para setembro subiu 2,1% nesta sexta-feira, para US$ 69,53 por onça-troy. Na semana, a valorização acumulada chegou a 6,8%.
A alta ocorre em meio às incertezas sobre a economia dos Estados Unidos, com destaque para a disparada da dívida pública americana e para as intervenções do governo dos EUA no mercado de títulos. O cenário reforçou a busca por ativos considerados alternativos, enquanto o ouro ganhou espaço como ativo de refúgio.
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Para a Capital Economics, a mudança recente no comportamento dos mercados está relacionada às incursões do Tesouro dos EUA nos mercados de câmbio e de títulos, além da desvalorização do dólar. A consultoria avalia que novas surpresas por parte dos formuladores de políticas americanas podem manter a moeda sob pressão e contribuir para sustentar os preços do ouro no curto prazo.
A instituição também considera que o legado da intervenção no iene pode ampliar, no futuro, a atratividade do ouro como ativo de reserva para bancos centrais.
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Siga o Times | CNBCOutro fator de suporte ao metal é o fluxo de capital para ETFs. O Commerzbank, por sua vez, avalia que a recente alta dos preços de energia não representa, neste momento, um fator relevante para o comportamento do ouro. Segundo o banco alemão, a procura pelo metal cresce à medida que retornam as preocupações com o aumento da dívida pública dos Estados Unidos.
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Nos próximos dias, as atenções do mercado devem se concentrar nas perspectivas para a inflação americana e na postura do Federal Reserve (Fed). O Commerzbank alerta que o ritmo de valorização do ouro pode perder força caso o deflator do PCE continue a apontar pressões de preços acima da meta.
O PCE é considerado a medida de inflação preferida pelo Fed. Se as pressões inflacionárias permanecerem acima da meta, as discussões sobre novos aumentos das taxas de juros podem voltar a ganhar força.
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