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Ouro cai com petróleo e Treasuries em alta, mas fecha agosto com valorização
Publicado 31/08/2026 • 15:19 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/08/2026 • 15:19 | Atualizado há 2 meses
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Ouro e prata
Os contratos de ouro encerraram a sessão desta segunda-feira (31), em baixa superior a 1%, em meio à combinação de petróleo mais caro, expectativas maiores de inflação e avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Apesar do recuo no pregão, o metal terminou o mês valorizado.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro caiu 1,07% no dia, fechando a US$ 4.481,5 por onça-troy. No acumulado de agosto, porém, a alta foi de 10,68%.
A prata para dezembro também terminou a sessão em baixa, de 1,16%, a US$ 66,99 por onça-troy. No mês, o metal acumulou valorização de 15,78%.
Entre os fatores associados à pressão sobre o ouro está a alta do petróleo, apontada como fonte de maior pressão inflacionária. Os ataques dos Estados Unidos nas proximidades do Estreito de Ormuz são relacionados à elevação dos preços do petróleo e, consequentemente, ao aumento das expectativas de inflação.
Outro elemento citado foram os comentários feitos na semana anterior pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh. A postura atribuída a ele foi interpretada como sinal de uma autoridade monetária mais comprometida com o combate à inflação. Ao mesmo tempo, a alta dos rendimentos dos Treasuries tende a pressionar o ouro, porque o metal não gera juros.
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Para Kaynat Chainwala, da Kotak Neo, os ataques dos EUA próximos ao Estreito de Ormuz acrescentaram um novo fator negativo para o ouro. Segundo ela, o avanço do petróleo elevou as expectativas de inflação, enquanto o comportamento do metal continuará relacionado à trajetória das taxas de juros do Fed.
Na avaliação de Chainwala, novos sinais de uma postura monetária mais restritiva podem prolongar a retração do ouro. Em sentido contrário, uma eventual estabilização dos rendimentos dos títulos poderia ajudar a estabilizar os preços do metal.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, também avaliou o comportamento do mercado de Treasuries. Segundo ele, os títulos americanos vêm apresentando desempenho superior ao de seus pares internacionais. Bessent minimizou ainda a possibilidade de que iniciativas de recompra de títulos, isoladamente, sejam suficientes para alterar a dinâmica das taxas de juros.
Na avaliação atribuída ao secretário, a movimentação recente do mercado de renda fixa deve ser observada no contexto de uma elevação global dos rendimentos dos títulos soberanos. Para Bessent, esse movimento mundial não representa necessariamente uma deterioração específica dos títulos do Tesouro dos EUA.
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