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Ouro cai pela terceira sessão consecutiva e prata despenca mais de 6% em Nova York

Publicado 14/10/2026 • 15:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro cai pela terceira sessão consecutiva, com recuo de 1,66%, a US$ 4.107,90 por onça-troy.
  • Inflação dos EUA pressiona metais preciosos e aumenta as expectativas de juros mais altos pelo Federal Reserve.
  • Dólar forte e alta dos Treasuries ampliam perdas, enquanto resistência técnica do ouro está próxima de US$ 4.235 por onça-troy.
Lingotes de prata e ouro

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Ouro e prata

Os contratos futuros de ouro e prata fecharam em baixa nesta quarta-feira (14), na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex). O ouro para dezembro recuou 1,66%, para US$ 4.107,90 por onça-troy, e acumulou a terceira sessão consecutiva de perdas. Já a prata para o mesmo mês caiu 6,12%, para US$ 55,877 por onça-troy.

A pressão sobre os metais preciosos ocorreu após a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos acima das expectativas. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a setembro reacendeu as discussões sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), especialmente em relação à decisão sobre os juros prevista para outubro.

Na avaliação do ING, os números reforçam a percepção de que o banco central norte-americano ainda precisa adotar medidas para conter as pressões inflacionárias. Após a divulgação do indicador, a ferramenta de monitoramento do CME Group chegou a apontar, mais cedo, uma probabilidade superior a 50% de aumento dos juros na reunião daquele mês.

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A perspectiva de uma política monetária mais restritiva pressionou o ouro, que tende a ganhar atratividade em cenários de juros mais baixos, já que não oferece rendimento na forma de juros.

A alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e a valorização do dólar ante outras moedas também contribuíram para o cenário desfavorável aos metais, segundo a Spartan Capital. A instituição associou a força da moeda norte-americana a desdobramentos geopolíticos do conflito em andamento e a declarações da chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os planos econômicos de Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

Segundo a chefe do FMI, as propostas de crescimento de Bessent são insuficientes para conter a forte expansão dos déficits e o aumento do endividamento norte-americano. A Spartan Capital, porém, ressaltou que as mesmas preocupações com as contas públicas e a dívida dos Estados Unidos também podem sustentar a procura por metais preciosos.

No campo técnico, o Saxo Bank situou a principal resistência do ouro nas proximidades de US$ 4.235 por onça-troy. Esse patamar havia sido superado antes da onda de vendas registrada no fim de setembro.

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