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Ouro fecha em queda de 0,95% e interrompe sequência de quatro altas
Publicado 02/10/2026 • 15:41 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/10/2026 • 15:41 | Atualizado há 2 horas
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Ouro
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira, (2), em baixa, interrompendo uma sequência de quatro pregões consecutivos de valorização. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para dezembro caiu 0,95%, a US$ 4.162,30 por onça-troy. Com o resultado, a queda acumulada na semana chegou a 3,67%.
Durante o pregão, o metal chegou a avançar até US$ 4.259,00 por onça-troy. A alta, porém, não se sustentou até o encerramento, em um movimento descrito como correção dos ganhos recentes.
A prata acompanhou a trajetória negativa. O contrato futuro para dezembro recuou 1,24%, para US$ 60,415 por onça-troy, acumulando perda de 10% na semana.
Entre os fatores que influenciaram o comportamento dos metais esteve o mercado de trabalho dos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho informou a criação de 29 mil postos de trabalho em setembro, abaixo dos 85 mil esperados, de acordo com a pesquisa Projeções Broadcast.
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Siga o Times | CNBCOs números reforçaram as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de política monetária de outubro, movimento registrado também pela ferramenta de monitoramento do CME Group. A expectativa de juros mantidos contribuiu inicialmente para a valorização do ouro durante o pregão, levando o contrato à máxima de US$ 4.259,00 por onça-troy, antes da perda de força observada até o fechamento.
Ao longo da semana, o ouro também enfrentou pressão com a alta dos juros dos Treasuries. Analistas apontaram a elevação dos rendimentos dos títulos públicos como um dos fatores que pressionaram a commodity.
Apesar do recuo recente, analistas afirmaram que permanecem intactos alguns fatores considerados fundamentais para a formação do preço do ouro. Entre eles estão as compras realizadas por bancos centrais ao redor do mundo e os investimentos de outras instituições.
A queda recente também pode abrir espaço para a entrada de investidores institucionais, segundo a avaliação de um estrategista do World Gold Council. Em texto publicado na quinta-feira, ele afirmou que o ouro vinha despertando maior atenção de alguns fundos de pensão, que estariam reavaliando a composição de seus portfólios diante de tensões geopolíticas, choques de inflação e uma correlação menos confiável entre ações e títulos.
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