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Ouro perde força com dólar em alta e investidores de olho no Fed
Publicado 07/10/2026 • 15:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 07/10/2026 • 15:30 | Atualizado há 3 horas
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Pixabay
Ouro
O ouro encerrou a quarta-feira (7), em baixa, pressionado pelo fortalecimento do dólar americano e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para dezembro caiu 1,11%, a US$ 4.140,7 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 2,1%, para US$ 60,29 por onça-troy.
A retomada da alta dos rendimentos dos Treasuries reduziu a atratividade do ouro, que não oferece pagamento de juros aos investidores. Ao mesmo tempo, o conflito no Oriente Médio sustentava os preços do petróleo, com o Brent permanecendo acima de US$ 100 por barril.
O mercado aguardava ainda, naquela tarde, a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed). Os investidores buscavam no documento sinais sobre os próximos passos da política monetária americana. Havia ampla expectativa de manutenção dos juros em outubro e de uma nova elevação das taxas até dezembro, cenário indicado pela ferramenta FedWatch, do CME Group.
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Siga o Times | CNBCPara Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, o comportamento do ouro dependerá principalmente de como os riscos geopolíticos vão repercutir nos preços do petróleo, nas expectativas de inflação e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Segundo ela, a marca de US$ 4.000 por onça-troy continua relevante para o metal. Uma aproximação desse nível poderia atrair compras escalonadas, desde que a perspectiva estrutural de longo prazo permanecesse intacta.
Os riscos para a economia global também foram destacados na quarta-feira pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Entre os pontos mencionados por ela estão a possibilidade de os preços da energia permanecerem elevados, a dívida pública em níveis recordes e os riscos associados ao boom de investimentos em inteligência artificial (IA).
Enquanto o ouro recuava no mercado, as reservas do metal precioso da China avançavam. Dados do Banco do Povo da China (PBoC) mostram que as reservas passaram de 76,73 milhões de onças-troy no mês anterior para 77,47 milhões de onças-troy finas no fim de setembro.
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