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Ouro recua mais de 2% após Fed sinalizar postura mais dura contra inflação
Publicado 28/08/2026 • 15:31 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/08/2026 • 15:31 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik.
O contrato mais líquido do ouro caiu mais de 2% nesta sexta-feira (28), após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sinalizar em Jackson Hole uma postura mais enfática no combate à inflação.
A mudança de tom surpreendeu o mercado e elevou os rendimentos dos Treasuries e o dólar, dois movimentos que pressionam o metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 2,88%, a US$ 4.529,90 por onça-troy. Na semana, o contrato acumulou queda de 3,22%.
A prata para dezembro caiu 3,49%, a US$ 67,786 por onça-troy.
Warsh criticou a prática de orientação futura, conhecida como forward guidance, do banco central americano e afirmou que ela “já se prolongou demais”, em discurso preparado para o Simpósio de Jackson Hole.
Na avaliação do presidente do Fed, a estratégia cumpriu seu papel quando foi criada para enfrentar os desafios da crise financeira de 2008, mas passou a ser prejudicial aos objetivos da política monetária.
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Siga o Times | CNBCA sinalização de um combate mais agressivo à inflação levou os investidores a elevar as apostas em rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro americano e fortaleceu o dólar. Como o ouro não oferece rendimento e é negociado em dólar, ambos os movimentos tornam o metal menos atrativo para os investidores.
Apesar da queda desta sexta-feira, dados recentes apontam para uma demanda ainda forte por ouro na China.
O Departamento de Censo e Estatística de Hong Kong informou que as exportações líquidas de ouro para a China somaram 56,2 toneladas em julho, alta de 11% em relação ao mês anterior, segundo dados destacados pelo Commerzbank.
A autoridade alfandegária suíça também havia informado, há uma semana, queda nas exportações de ouro para a China em julho, para um volume pouco inferior a 22 toneladas. Apesar de representar o menor nível do ano, o resultado foi mais do que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025.
De janeiro a julho, os embarques da Suíça para a China totalizaram 204 toneladas, cerca de 150% acima do volume registrado no mesmo período do ano anterior. Para o Commerzbank, os números reforçam a tendência de aumento da demanda chinesa pelo metal precioso.
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