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Ouro recupera perdas recentes e fecha em alta após dados de inflação dos EUA
Publicado 15/10/2026 • 15:51 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 15/10/2026 • 15:51 | Atualizado há 50 minutos
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Ouro
Os contratos futuros de ouro e prata fecharam em alta nesta quinta-feira (15), na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). O ouro encerrou a sessão a US$ 4.170,10 por onça-troy, com valorização de 1,51% no contrato para dezembro, e interrompeu a sequência recente de perdas. A prata, com vencimento no mesmo mês, avançou 2,28%, para US$ 57,156 por onça-troy.
A recuperação dos metais ocorreu em meio à avaliação dos investidores sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. A divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de setembro, com resultado acima das expectativas, trouxe novas pressões sobre as perspectivas para a política monetária norte-americana e reforçou a possibilidade de uma elevação dos juros em dezembro.
A Capital Economics avaliou que os dados de inflação aumentam a pressão para que o Fed eleve as taxas de juros. Após a divulgação do indicador, o monitoramento do CME Group registrou um leve aumento nas apostas em um aperto monetário em outubro. No início da tarde, entretanto, as expectativas voltaram a apontar para a manutenção dos juros naquela reunião, com probabilidade de 70,7%. Esse cenário permanecia como o mais provável naquele momento.
Apesar da mudança nas projeções para outubro, a possibilidade de uma alta dos juros em dezembro continuou associada aos efeitos dos dados de inflação sobre as decisões do banco central.
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Siga o Times | CNBCO desempenho do ouro também foi favorecido pelo recuo nos rendimentos dos títulos públicos e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas. A queda dos rendimentos ocorreu em meio à venda acentuada de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial, movimento que ampliou a procura por títulos públicos.
A relação entre os rendimentos dos títulos e as taxas de juros influencia o comportamento do metal precioso. Como o ouro não oferece remuneração por juros, o ativo tende a se beneficiar de taxas mais baixas. Em contrapartida, a perspectiva de uma política monetária mais restritiva pode pressionar suas cotações.
A Infinox também destacou a demanda por ouro por parte de fundos negociados em bolsa (ETFs) e bancos centrais como um fator capaz de sustentar os preços. Segundo a instituição, essas compras podem amortecer os efeitos de condições monetárias restritivas. Caso os rendimentos dos títulos continuem em queda, a procura desses investidores também poderá ampliar uma eventual recuperação do metal.
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