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O fundador da Uber e ex-CEO da companhia, Travis Kalanick, anunciou nesta sexta-feira (13) que renomeou sua mais recente empresa para Atoms e afirmou que está expandindo suas atividades para além do setor de alimentação, passando a atuar também nas áreas de mineração e transporte.

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Títulos de dívida

Tesouro intervém no mercado de títulos e cancela leilões após disparada dos juros futuros

Publicado 16/03/2026 • 10:37 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos prefixados e indexados à inflação previstos para 17 e 19 de março após disparada dos juros futuros provocada pela guerra no Irã
  • Órgão anunciou leilões de compra e venda de títulos públicos a partir desta segunda para oferecer suporte ao mercado de renda fixa e assegurar seu bom funcionamento
  • Juros futuros dispararam nas últimas sessões com o petróleo acima de US$ 100, alimentando temores de pressão inflacionária e revisão no ritmo de cortes da Selic pelo Copom

Divulgação

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (16), o cancelamento dos leilões tradicionais de títulos públicos indexados a índices de preço e de prefixados previstos para os dias 17 e 19 de março.

Em paralelo, o órgão informou que vai passar a fazer leilões de compra e venda de papéis a partir de hoje, em medida voltada a oferecer suporte ao mercado de títulos públicos e assegurar seu bom funcionamento.

O leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) previsto para terça-feira foi mantido e seguirá as regras dos leilões ordinários.

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Contexto da intervenção do Tesouro

A decisão do Tesouro se deu num momento de forte pressão sobre a curva de juros brasileira. Nas últimas sessões, a disparada dos juros futuros levou o mercado a refletir, ainda que de forma minoritária, a chance de o Banco Central manter a Selic em 15% na reunião desta semana, uma possibilidade que até poucos dias atrás não estava no radar dos investidores.

O pano de fundo é a guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril e alimenta temores de repasse inflacionário sobre combustíveis, fretes, logística e insumos agrícolas.

Copom na mira

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feira para decidir sobre a Selic, atualmente em 15% ao ano.

Às vésperas da reunião, a disparada da curva de juros apagou as apostas de corte de 0,50 ponto percentual, e o mercado passou a precificar majoritariamente uma redução de 0,25 ponto, para 14,75% ao ano. A decisão será anunciada na quarta-feira, 18.

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta manhã confirmou o movimento: a projeção para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% ao ano, enquanto a estimativa do IPCA para este ano avançou de 3,91% para 4,10%.

Medida incomum

A realização de leilões de compra e venda de títulos pelo Tesouro em caráter de suporte ao mercado é uma medida pouco usual, adotada em momentos de estresse agudo na curva de juros. O objetivo, segundo o comunicado oficial, é garantir o funcionamento adequado do mercado de títulos públicos e de mercados correlatos.

As condições dos leilões de intervenção serão divulgadas pelo Tesouro no decorrer do dia em seu site oficial.

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