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Doutor Inovação: nova classe de drogas vai mudar a economia
Publicado 08/12/2025 • 16:00 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 08/12/2025 • 16:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já caracteriza a obesidade como uma epidemia global, afetando mais de um bilhão de pessoas. Nesse cenário, os medicamentos inibidores de GLP-1, presentes nas famosas canetas emagrecedoras, representam uma revolução no tratamento e no mercado farmacêutico.
O Doutor Pedro Batista, sócio da Horuss AI e comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, explicou como o GLP-1 atua no organismo, causando a perda de peso por meio da saciedade e do controle gástrico.
“O GLP-1 tem uma capacidade de não só influenciar na diminuição do esvaziamento gástrico, como também interferir na saciedade, atuando centralmente. Dessa maneira, essas medicações vão inibir a alimentação exagerada, influenciando diretamente na redução do ganho de peso”, afirmou.
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A nova classe de drogas não apenas afeta a saúde, mas também gera um impacto econômico gigantesco, causando uma revolução financeira para as farmacêuticas: “A tecnologia por trás dessas medicações é o que realmente influenciou diretamente na redução de peso, causando uma grande revolução. As principais farmacêuticas produtoras dessas substâncias hoje têm uma capacidade absurda de geração de caixa, chegando a valer US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,44 trilhões) no mercado internacional”.
O tratamento evoluiu rapidamente, saindo da injeção diária para combinações de ativos e aplicações semanais, com a popularização da semaglutida: “Primeiro veio a liraglutida com uma injeção diária. Logo depois, veio a semaglutida, que não tem a necessidade diária de ficar fazendo aplicação. É aí que temos o Ozempic, fazendo a fama das canetinhas”.
A evolução mais recente combina o GLP-1 com outras substâncias, como o GIP, para resultados ainda mais significativos, e aponta para novas formas de administração: “Mais recente, temos a Tirzepatida [Mounjaro], que atua tanto no GLP-1 quanto no GIP. O paciente tem uma perda de peso mais significativa. A semaglutida acaba de ter o seu comprimido liberado em alguns países, o que facilita o tratamento e o barateamento desse custo inicial”.
As novas substâncias estão provocando uma mudança drástica nos modelos de tratamento e gerando uma intensa disputa no mercado farmacêutico, com desdobramentos até na legislação brasileira: “Estamos falando de uma mudança drástica nos modelos de tratamento. Vão mudar cada vez mais a economia, não só brasileira, mas mundial. Isso está trazendo muita briga dentro do mercado farmacêutico”.
No Brasil, a discussão sobre a manipulação se acirrou, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possui normas diferentes para as substâncias: “A semaglutida e a liraglutida, de acordo com a última norma técnica da Anvisa, não são permitidas manipular. Porém, a tirzepatida, por ser uma substância que não é biológica, ainda pode ser manipulada de acordo com o rigor técnico. O governo brasileiro opta por favorecer pacientes com necessidades específicas para terem acesso mais adequado”.
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