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Aliados da Venezuela condenam ataque dos EUA e pedem solução diplomática
Publicado 03/01/2026 • 08:48 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 03/01/2026 • 08:48 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Caracas, Venezuela
Foto: LUIS JAIMES / AFP
Aliados e países vizinhos da Venezuela condenaram neste sábado (3) o ataque militar de grande escala realizado pelos Estados Unidos contra o país sul-americano. Governos classificaram a ação como agressão à soberania venezuelana, enquanto a Espanha ofereceu mediação para uma solução pacífica e negociada para a crise na Venezuela.
O presidente americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro e o retiraram do território venezuelano, junto com sua esposa.
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O Irã, aliado estratégico de Maduro, afirmou que condena “energicamente o ataque militar dos Estados Unidos” e classificou a ação como violação flagrante da soberania e da integridade territorial venezuelana.
Teerã mantém relações próximas com Caracas, especialmente no setor de energia, e reforçou o apoio político ao governo da Venezuela após o ataque.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a ofensiva americana como um “ataque à soberania da América Latina” e afirmou que a ação pode levar a uma crise humanitária ligada ao país vizinho.
A Colômbia ocupa neste ano uma cadeira como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU, e Petro pediu a convocação imediata do órgão para discutir a situação venezuelana.
Cuba, tradicional aliada dos regimes de Chavez e Maduro, denunciou o ataque como “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano”. Em comunicado, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu uma resposta da comunidade internacional diante do que chamou de ataque criminoso a Caracas.
Havana reforçou sua solidariedade política à Caracas após a ofensiva militar dos EUA.
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Siga o Times | CNBCA Rússia classificou a ação dos Estados Unidos como um “ato de agressão armada contra a Venezuela”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que os pretextos apresentados por Washington são insustentáveis e demonstram hostilidade ideológica.
Moscou mantém cooperação militar e energética com a Venezuela e criticou duramente a escalada do conflito.
A Espanha ofereceu atuar como mediadora para uma solução negociada. O Ministério das Relações Exteriores espanhol pediu desescalada e contenção, afirmando estar disposto a ajudar na busca por uma solução democrática e pacífica para a Venezuela.
A Alemanha afirmou estar acompanhando a situação na Venezuela com grande preocupação. O governo alemão informou que sua equipe de crise está reunida e em coordenação com parceiros internacionais.
Já a Itália disse que a primeira-ministra Giorgia Meloni monitora de perto os desdobramentos e mantém contato constante com o chanceler Antonio Tajani, inclusive para levantar informações sobre cidadãos italianos na Venezuela.
Senadores democratas também criticaram a ofensiva. O senador Brian Schatz afirmou que os Estados Unidos não têm interesses nacionais vitais na Venezuela que justifiquem uma guerra.
O senador Ruben Gallego classificou a ação como ilegal e afirmou não haver razão para os EUA estarem em guerra com a Venezuela.
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, aliado histórico de Caracas, declarou que rejeita de forma contundente o bombardeio americano contra a Venezuela.
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