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Alta do iene perde força uma semana após intervenção de EUA e Japão, e foco se volta à política econômica
Publicado 07/08/2026 • 11:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/08/2026 • 11:15 | Atualizado há 2 meses
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Iene, a moeda japonesa
Uma semana após a intervenção conjunta de Estados Unidos e Japão para sustentar o pressionado iene, a alta inicial da moeda japonesa parece estar perdendo força, com a cotação voltando a recuar.
A atuação coordenada do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e do Banco do Japão levou inicialmente o iene a cerca de 155 por dólar, ante pouco mais de 163 antes da intervenção.
Desde então, porém, a moeda oscilou e devolveu quase metade dos ganhos, ficando em torno de 158,50 por dólar sete dias após a medida, anunciada em 31 de julho.
Leia também: Dólar sobe a R$ 5,11 com queda do petróleo e juros futuros em baixa
Os fundamentos do iene continuam sob escrutínio, e observadores do mercado agora voltam a atenção para mudanças na política doméstica, em vez de medidas de apoio respaldadas pelo governo.
Robert Sockin, economista-chefe para os Estados Unidos da PGIM, afirmou em nota publicada na quarta-feira que “não está convencido” de que a estratégia vá funcionar.
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Siga o Times | CNBC“Sim, a intervenção sem dúvida está reduzindo as posições vendidas em iene no curto prazo, mas sou cético de que ela consiga, sozinha, reverter a tendência de enfraquecimento do JPY… e isso pode sair espetacularmente pela culatra”, escreveu.
Caso isso aconteça, acrescentou Sockin, especuladores poderiam ampliar a reversão vendendo agressivamente ienes e Treasuries ao mesmo tempo, numa tentativa de forçar o Banco do Japão e o Federal Reserve a promover altas preventivas de juros.
A intervenção coordenada é uma iniciativa rara dos Estados Unidos para sustentar outra grande moeda e reforçou a preocupação de Washington de que uma fraqueza prolongada do iene possa alimentar a inflação no Japão, pressionar outras moedas asiáticas e desestabilizar os mercados globais.
O Bank of America afirmou em nota recente que o objetivo dos bancos centrais no curto prazo é romper a barreira de 155 ienes por dólar, mas esse nível foi atingido apenas brevemente antes de a moeda voltar a se enfraquecer.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reconheceu em entrevista à CNBC na semana passada que a intervenção, sozinha, não determinaria a direção da moeda.
“Você pode enviar sinais ao mercado com uma intervenção, mas é a política que muda a direção”, afirmou. Bessent acrescentou que os Estados Unidos participaram da ação porque estavam otimistas em relação à trajetória da política econômica japonesa.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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