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Arquivos de Epstein: quais bilionários aparecem nos documentos?
Publicado 10/02/2026 • 22:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/02/2026 • 22:25 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Quem foi Jeffrey Epstein
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, em 8 de fevereiro de 2026, o que descreve como o último e mais amplo conjunto de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais e morto em 2019.
Tornados públicos após pedidos judiciais e revisões internas, os documentos reúnem mais de 800 mil registros, entre e-mails, fotografias e anotações, que revelam contatos de Epstein com empresários, bilionários, políticos e figuras públicas de vários países.
Leia também: Arquivos dos EUA expõem laços entre secretário de Comércio e Epstein após condenação de 2008
A divulgação reacendeu o debate sobre a extensão da rede de relacionamentos do financista e o papel dessas conexões após as acusações de tráfico sexual, segundo o The Wall Street Journal.
A seguir, os principais nomes do mundo empresarial citados nos documentos:
Os arquivos mostram que o cofundador do Facebook participou, em 2015, de um jantar no Vale do Silício do qual Epstein também esteve presente.
E-mails indicam troca de contatos após o encontro. A Meta afirmou que Zuckerberg teve apenas um contato breve, em um evento que não foi organizado por Epstein, e que não manteve relação posterior.
Leia também: Quem foi Jeffrey Epstein, o financista americano ligado a acusações de tráfico sexual de menores
Há diversas referências a Musk, incluindo e-mails sobre encontros e uma possível visita às Ilhas Virgens entre 2013 e 2014. Não foi possível confirmar se essas viagens ocorreram.
Musk declarou publicamente que nunca participou de festas de Epstein e defendeu que a divulgação de documentos deve ser acompanhada da punição de quem cometeu crimes.
O cofundador do Google aparece em fotografias sem data e é citado em relatos de visitas à ilha de Epstein em 2007. Documentos mais antigos mostram que Epstein prestou aconselhamento financeiro a Brin naquele período. Representantes do empresário não comentaram.
O cofundador do LinkedIn aparece como organizador de encontros sociais e é citado por ter visitado a ilha de Epstein em 2014. Hoffman afirmou que sua relação ocorreu no contexto de arrecadação de fundos acadêmicos e declarou arrependimento.
Os documentos incluem e-mails escritos por Epstein mencionando questões pessoais envolvendo Gates, classificados pelo empresário como falsos. Porta-vozes afirmaram que Epstein tentou criar narrativas para difamar Gates após não conseguir manter contato com ele.
O secretário de Comércio dos EUA trocou correspondências com Epstein e planejou uma visita à ilha do financista em 2012, segundo os arquivos. Não há confirmação de que a visita ocorreu. O Departamento de Comércio afirmou que as interações foram limitadas.
Atual CEO da Apollo Global Management, Rowan aparece em e-mails relacionados a assuntos contábeis e à possível venda de um jato particular. A empresa afirma que não houve relação comercial direta com Epstein.
O fundador do Virgin Group surge em trocas de e-mails e em fotografias em ambiente tropical. Branson declarou que o contato ocorreu há mais de uma década, em contextos de negócios, e que rompeu relações após surgirem acusações graves contra Epstein.
Ex-executivo da Microsoft, Myhrvold aparece em mensagens de tom informal trocadas com Epstein ao longo dos anos. Ele já havia declarado que conhecia o financista apenas por meio de eventos científicos.
Coproprietário do New York Giants, Tisch trocou e-mails com Epstein em 2013, incluindo comentários sobre encontros com mulheres adultas. Tisch afirmou que nunca visitou a ilha de Epstein e disse se arrepender da associação.
Entre os novos registros, aparecem e-mails trocados em 2012 entre Epstein e a princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit. Nas mensagens, ela se refere a Epstein de forma cordial, usando expressões como “querido” e “muito charmoso”.
Em uma das conversas, a princesa pede a opinião do financista sobre a adequação de um papel de parede para o quarto do filho adolescente.
Após a divulgação, Mette-Marit reconheceu que cometeu um erro de julgamento ao manter contato com Epstein, mas destacou que ele é o único responsável por seus crimes.
O Palácio Real norueguês optou por não comentar oficialmente o conteúdo dos documentos.
O caso mais conhecido envolvendo a realeza é o do príncipe Andrew, ex-duque de York. Os arquivos reforçam a proximidade entre ele e Epstein, com registros de convites para encontros e fotografias sem data que mostram o príncipe em situações sociais ao lado do financista.
Em um e-mail de 2010, Andrew convidou Epstein para um jantar no Palácio de Buckingham, autorizando que levasse acompanhantes.
Não há confirmação de que o encontro tenha ocorrido. O príncipe já havia sido acusado por Virginia Giuffre, uma das vítimas de Epstein, de abuso sexual quando ela era menor de idade. Andrew sempre negou as acusações, mas firmou um acordo extrajudicial em 2022, encerrando o processo civil.
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Ex-presidente e CEO da Tapestry, grupo que controla marcas como Coach e Kate Spade. Os arquivos mostram que Zeitlin tentou ajudar um associado de Epstein a conseguir uma vaga dentro da empresa.
Em e-mails de 2019, ele afirma ter encaminhado o currículo ao setor de recursos humanos e orientado o candidato sobre como explicar uma lacuna no histórico profissional. A Tapestry informou que nenhuma contratação ocorreu.
Diretor de cinema e produtor de Hollywood. Os documentos incluem diversas fotografias antigas de Ratner na casa de Epstein em Nova York, algumas ao lado de mulheres e do agente de modelos Jean-Luc Brunel.
Ratner afirmou que as imagens têm mais de 20 anos, que esteve no local acompanhado de sua então noiva e que não manteve relação com Epstein.
Produtor de cinema e copresidente do New York Giants. Trocas de e-mails de 2013 mostram conversas entre Tisch e Epstein sobre encontros com mulheres adultas, além de temas como filmes, investimentos e filantropia. Tisch declarou que nunca visitou a ilha de Epstein e que se arrepende profundamente do contato mantido.
Presidente do escritório de advocacia Paul Weiss. Os documentos indicam que Karp pediu ajuda a Epstein, em 2016, para que seu filho conseguisse uma oportunidade de trabalho em um filme de Woody Allen.
Também aparecem registros de convites para exibições privadas de filmes e encontros sociais. O escritório afirmou que Karp não presenciou nem participou de qualquer conduta imprópria e que se arrepende das interações.
Ex-conselheira jurídica da Casa Branca no governo Barack Obama e atual conselheira geral do Goldman Sachs. Os arquivos listam presentes enviados por Epstein, como flores, vinho, itens de luxo e cartões-presente.
Ruemmler afirmou que sua relação com Epstein era estritamente profissional, no contexto de sua atuação como advogada, e declarou pesar por tê-lo conhecido.
Ex-senador dos Estados Unidos e associado ao escritório DLA Piper. Os documentos mostram que ele manteve contato com Epstein mesmo após a condenação de 2008, incluindo trocas de mensagens para marcar encontros.
Mitchell nega qualquer envolvimento impróprio e afirma que desconhecia as atividades criminosas do financista.
Em muitos casos, os citados afirmam que desconheciam as atividades criminosas de Epstein e que seus contatos foram limitados ou anteriores às acusações públicas.
Ainda assim, o material lança nova luz sobre como o financista manteve acesso a círculos de poder mesmo após sua condenação em 2008.
Leia também: Caso Epstein: quem é Kathryn Ruemmler, poderosa advogada do Goldman Sachs envolvida no caso
O Departamento de Justiça informou que os arquivos de Jeffrey Epstein poderão ser analisados continuamente e que novas informações podem vir à tona.
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